Paralelo 29

Propriedade em Itaara é reconhecida como patrimônio natural

Solar das Borboletas
Solar das Borboletas fica em Itaara/Foto: Reprodução, Facebook

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) reconheceu mais uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) criada no Corredor Ecológico da Quarta Colônia. Localizada no município de Itaara, o Solar das Borboletas é a segunda RPPN na região.

O Solar é um espaço gastronômico, de lazer e descanso a céu aberto, na Mata Atlântica classificada como área de preservação.

O local fica no Rincão dos Minellos e possui uma exuberante fauna e flora nativas, de acordo com a descrição na fanpage do Solar no Facebook.

Um empreendimento turístico e gastronômico

Localizado em uma propriedade particular, o Solar das Borboletas é um empreendimento turístico, onde os visitantes podem fazer reservas.

Ainda conforme a descrição do empreendimento, no jardim do Solar há móveis rústicos e edredons dispostos de acordo com a vontade dos visitantes.

No local são oferecidos piqueniques com produtos artesanais, doces, salgados e opções vegetarianas. Além disso, há vinhos, espumantes e cerveja artesanal produzidos na região.

Um recanto em meio à natureza

O Solar das Borboletas também recebe grupos fechados e organiza eventos particulares. Tudo em um local com magia própria, com os sons dos pássaros e das águas do riacho combinado com sabores e aromas.

Para a criação da Reserva Solar das Borboletas, a propriedade destinou 1,4 ha coberto com floresta. Entre as atividades promovidas no local, que incentivam a preservação, estão trilhas de educação ambiental e turismo ecológico.

A proprietária da área também articula encontros de estudos e de lazer, a fim de estimular o contato com a natureza.

O que é Reserva Particular do Patrimônio Natural ou RPPN

As RPPNs integram uma categoria das Unidades de Conservação (UC), porém são de domínio privado.

Para sua criação, o proprietário de uma área com potencial para preservação da natureza precisa manifestar sua intenção de conservar o ambiente natural.

A partir disso, são realizadas vistorias técnicas de um dos órgãos ambientais, podendo ser federal (ICMBio), estadual (Sema) ou municipal, realizando o registro desse compromisso.

Solar das Borboleas também recebe grupos privados/Foto: Reprodução, Facebook

Assim como as demais categorias de UCs, as RPPNs contribuem diretamente com a proteção da biodiversidade de biomas nativos.

 Além disso, possibilitam a ação conjunta entre as iniciativa pública e privada, atuando em benefício da preservação ambiental.

O que são os Corredores Ecológicos

Os Corredores Ecológicos são porções de ecossistemas naturais ou seminaturais que ligam unidades de conservação e facilitam a dispersão de espécies e a colonização de áreas degradadas.

Eles auxiliam na conservação de ecossistemas e da biodiversidade, e na manutenção de populações de espécies de flora e fauna.

Promovem ainda a geração de renda por meio do uso sustentável dos recursos naturais, integrando os processos culturais e socioeconômicos à gestão ambiental e à manutenção da qualidade ambiental e do bem estar das populações.

Corredor Ecológico da Quarta Colônia contempla 11 municípios

O Corredor Ecológico da Quarta Colônia está localizado na região da Quarta Colônia Italiana do Estado, que compreende nove municípios.

São eles: Agudo, Dona Francisca, Faxinal do Soturno, Ivorá, Nova Palma, Pinhal Grande, Restinga Seca, São João do Polêsine e Silveira Martins.

Afora essas nove cidades, o Corredor da Quarta Colônia também contempla Santa Maria e Itaara.

Fundação MO´Ã, a primeira RPPN da região

Em 2015, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) reconheceu a Fundação MO´Ã como a primeira RPPN.

Fundação MO´Ã foi pioneira/Foto: Reprodução, Facebook

A história da MO´Ã começou em 2007, quando a fundação recebeu uma área de 24 hectares de Mata Atlântica preservada doada por Eleonora Diefenbach Müller e Rainer Oscar Müller, também no Rincão dos Minello, em Itaara.

A partir da posse e por meio de uma parceria científica com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) diversos trabalhos científicos começaram a ser produzidos.

A Fundação SOS Mata Atlântica, em 2012 aprovou um recurso destinado ao georreferenciamento da área e despesas administrativas. Em 1° de julho de 2015, o Estado transformou a área em Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN Estadual MO’Ã.

(Com informações do governo do RS e das redes sociais do Solar das Borboletas e da Fundação MO´Ã)

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