Coluna atualizada as 21h de terça-feira, 29 de dezembro.
SEM CHORO NEM VELA
A partir das 9h desta terça-feira (29), a Câmara de Vereadores de Santa Maria realizará a última sessão do ano e, também, a última da atual legislatura, que se encerrará na passagem do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro. Porém, a tradicional despedida dos não reeleitos não ocorrerá desta vez.
Embora com transmissão pela TV Câmara, a sessão deliberativa desta terça deverá ser rápida e terá como pauta única ordem do dia a votação de projeto do Executivo que antecipa a reforma administrativa, criando as secretarias de Cultura, de Esporte e Lazer e de Habitação e Regularização Fundiária.
PARALELAS: Câmara de Santa Maria será mais jovem e urbana
Dos 21, 13 vão deixar a Casa na sexta-feira
Ou seja, os 13 vereadores que não estarão mais na Casa a partir de 2021 não poderão usar a tribuna para se despedir dos colegas ou chorar suas mágoas, no caso dos que tentaram, mas não conseguiram se reeleger..
Desses 13, cinco não concorreram a um novo mandato: Luciano Guerra (PT), Marion Mortari (PSD) e Francisco Harrisson (MDB), Dr Francisco concorreram a cargos no Executivo, enquanto Marta Zanella (MDB) e Leopoldo Ochulaki (MDB), Alemão do Gás, não disputaram nenhum cargo.
PARALELAS: Sucessão de Pozzobom é logo ali
Oito tentaram, mas não conseguiram
A lista dos que não conseguiram novo mandato tem nada menos que oito parlamentares, correspondente a mais de um terço da Casa.
São eles Celita da Silva (PT), Professora Celita; Daniel Diniz (PT); Deili Silva (PSD), Drª Deili; João Chaves (PSDB), Jorge Trindade (PDT), Jorjão; Maria Aparecida Brizola (Progressistas), Drª Cida; Ovídio Mayer (PTB), Dr Ovídio; e Vanderlei Araujo (Progressistas).

Paulo Ricardo, o primeiro vereador negro de Santa Maria
Pandemia impede discursos na tribuna
Eles bem que gostariam de falar, porém como Santa Maria está classificada em bandeira vermelha por causa da Covid, as sessões foram reduzidas por decisão da Mesa Diretora.
Sendo assim, desabafo mesmo só pelas redes sociais, o que já ocorreu logo após a apuração dos votos no dia 15 de novembro.
PARALELAS: Pandemia polariza segundo turno
NEGOCIAÇÕES PARA A MESA ATÉ O ÚLTIMO MOMENTO, PORÉM…
Os vereadores da nova legislatura, entre eles 10 estreantes, vivem pela primeira vez a Tensão Pré Eleição da Mesa (TPEM). É que no dia 1º, na primeira sessão do ano legislativo, logo depois da posse, será eleita a nova Mesa Diretora da Câmara.
Isto é, serão escolhidos os cinco vereadores que comandarão o Legislativo no primeiro ano de mandato, mais dois suplentes. Pelas regras da Câmara, há uma proporcionalidade entre as chapas concorrentes. Isto é, a composição perdedora também indica vereador para a Mesa.
No entanto, só quem leva os 16 polpudos cargos de confiança (CCs) indicados pela Mesa é a chapa vencedora.
Papel do vereador vai muito além de fazer leis
Duas chapas devem se apresentar
Até o momento, ao que tudo indica, está confirmado o acordo entre Progressistas, MDB, PSB, PDT e PSL, que garante 11 votos, o suficiente para garantir a presidência.
O outro bloco que estava se formando com PSDB, PT, Republicanos e PC do B não conseguiu angariar mais dois apoios do outro lado e implodiu.
Isso não significa, no entanto, que não haverá outra chapa. Para formar uma nominata são necessários sete vereadores, sendo que são 10. Mais uma tentativa será feita após a última sessão do ano.
Os temas preferidos dos vereadores de Santa Maria
CONFIRMADÍSSIMO!!! Será mesmo?

Nesse caso, ficaria a disputa por um voto. Que, evidentemente, teria que sair do outro lado, que encabeça a articulação “Pacto por Santa Maria”
A esta altura, é pouco provável que algum outro tire a presidência de Coronel Vargas (Progressistas)
Ao que parece, portanto, o acordo está CONFIRMADÍSSIMO!, como diria o vereador eleito Rudys (MDB).
Nos bastidores, bloco ganha forma para dirigir Câmara de Santa Maria
REFORMA ADMINISTRATIVA DE POZZOBOM COMEÇA BEM, MAS…
O prefeito reeleito Jorge Pozzobom (PSDB) não perdeu tempo e encaminhou parte da reforma administrativa antes mesmo de assumir o segundo mandato. E acertou ao recriar as secretarias de Cultura e de Esporte e Lazer, atualmente numa única pasta.
Não dá para misturar formulação de políticas culturais com a realização de eventos esportivos ou para entretenimento.

A impressão é que Pozzobom prestou atenção no que pensam artistas e produtores culturais daquela que já foi a Cidade Cultura ao mesmo tempo que sentiu que os desportistas estavam órfãos.
PARALELAS: Fantasma ronda a prefeitura de Santa Maria
O projeto da reforma administrativa foi aprovado pelos vereadores na sessão do último dia 23, embora, por engano, tenha sido colocado na ordem do dia desta terça-feira (29) da Casa e, posteriormente, retirado.
Nesta terça-feira, o prefeito Jorge Pozzobom sancionou a criação das novas secretarias, transformando o texto aprovado em lei.
Só com a folha salarial dos cargos de comando das duas pastas mais uma terceira a ser efetivada – Habitação e Regularização Fundiária, a prefeitura gastará, por ano, mais de R$ 700 mil.
O que, convenhamos, não é pouco, ainda mais em tempos de pandemia.
Análise: a vitória de Pozzobom e a derrota de Cechin
VAI DAR CONTA DO RECADO
O vice-prefeito eleito Rodrigo Decimo (PSL), coordenador do grupo que discute a reforma administrativa no Executivo, vai, aos poucos, conhecendo a máquina pública e se adaptando a um novo mundo político.
Como empresário e ex-dirigente de entidades empresariais, Decimo defende que a administração municipal mostre resultado, no que está certo.
Contudo, há uma grande diferença entre a iniciativa privada e o setor público no que se refere a agilidade de processos e procedimentos, bem como finalidades.
VÍDEO: Em live, Pozzobom diz que vai comprar vacina
Clientes diferentes, objetivos semelhantes mas não iguais
Uma empresa obedece à lógica da produtividade que gera o lucro (sua razão de existir), enquanto o poder público tem a função de regrar a vida em sociedade e prestar bons serviços aos cidadãos, igualmente (e logicamente) de forma produtiva.

Ou seja, todos são clientes da prefeitura, ao passo que em uma empresa há clientela específica.
Uma coisa, no entanto, não exclui a outra. E Rodrigo Decimo dá sinais de que vai dar conta do recado.
Basta ver a linguagem que emprega: “Precisamos que a prefeitura renda mais, que entregue mais ao cidadão”. Que assim seja!!!

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