Enfim, uma boa notícia: Santa Maria começa 2021 em bandeira laranja, o que significa que o risco para Covid-19 passou de alto para médio.
A mudança ocorre depois de cinco semanas seguidas em bandeira vermelha.
A notícia ruim no Rio Grande do Sul é que a região de Bagé passou para bandeira preta, de altíssimo risco.
O governo do Estado divulgou na noite desta sexta-feira, 1º de janeiro, o primeiro mapa preliminar do distanciamento controlado do ano.
As prefeituras têm até domingo (3) para apresentarem recursos. Na segunda-feira (4), o Estado divulgará o mapa definitivo, que passará a contar a partir de terça (5).
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Notícia é boa, mas não significa controle
O fato de Santa Maria ter retornado para a bandeira laranja no mapa provisório não significa que a pandemia está controlada no município e em cidades da região.
O governo estadual alerta que todo o cuidado com distanciamento social e higienização continua necessário.
De acordo com o governo estadual, a situação do RS perante o coronavírus requer muita atenção.
São 13 regiões em bandeira vermelha e uma em bandeira vermelha preta: a região de Bagé.
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Porque Bagé foi para a bandeira preta
O risco altíssimo em Bagé é resultado da combinação entre a piora no número de leitos livres/pacientes Covid na macrorregião Sul e o fato de a região apresentar bandeira preta no indicador de hospitalizações para cada 100 mil habitantes.
Isso culminou no acionamento da nova regra do distanciamento controlado: a salvaguarda de bandeiras vermelha e preta, quando uma região registra muitas hospitalizações novas de pacientes com Covid-19 e, ao mesmo tempo, possui baixa capacidade hospitalar na macrorregião.
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Além de Santa Maria, outras seis regiões têm risco médio
Em bandeira laranja, que representa risco médio, estão sete regiões – Santa Maria, Uruguaiana, Taquara, Novo Hamburgo, Guaíba, Cruz Alta e Erechim.
As duas que não aderiram ao sistema de cogestão – Guaíba e Uruguaiana – estão em bandeira laranja nesta rodada.
Para o total do RS, houve redução no número de pacientes confirmados em leitos clínicos (-14%) e em UTI (-2%). As mortes, no entanto, aumentaram em 3% (de 456 para 469).
Contabilizando os pacientes internados por outras causas, nesta semana, houve novamente estabilidade no número de leitos de UTI ocupados.
Com a abertura de novos leitos e a redução dos pacientes confirmados com Covid-19 em UTI, houve elevação na razão de leitos livres para cada ocupado por Covid-19 para 0,55.
Vale um alerta para a região de Santa Cruz do Sul, que apresentou elevado crescimento em novos registros de hospitalizações entre a 34ª e a 35ª semana – de 23 para 38, um aumento de 65,2%.
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O que fez Santa Maria voltar para a laranja
A alteração das bandeiras das regiões de Santa Maria e Uruguaiana, na macrorregião Centro-Oeste, é o resultado da redução de alguns indicadores da macrorregião e também regionais. Nesta rodada, ambas foram da bandeira vermelha para a laranja (risco médio).
O número de internados em leitos clínicos Covid na quinta-feira, 31 de dezembro de 2020, era de 89,uma diminuição de nove casos em relação à semana passada, mas de 30 da 33ª rodada (98 e 119 nas semanas passada e retrasada).
Também houve redução dos internados em leitos de UTI Covid registrados até o último dia do ano: 65 casos, ante 73 da semana passada.
Após duas semanas com o mesmo número de hospitalizações confirmadas para Covid-19, Santa Maria reduziu 10 casos (de 55 para 45). Uruguaiana também, caindo de 39 para 33.
Em contrapartida, o número de óbitos aumentou em Santa Maria, de 12 para 14, entretanto, ainda é menor do que a 33ª rodada, quando foram 15 casos. Uruguaiana teve um caso a menos (de 21 para 20).
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Modelo tem nova regra de bandeiras
A partir desta semana, o Distanciamento Controlado utiliza uma nova regra que garante bandeiras de risco alto e altíssimo (bandeiras vermelha e preta).
Isso ocorrerá quando a região tem elevada quantidade de novas hospitalizações de pacientes confirmados com Covid-19 (conforme a região de residência do paciente) e, ao mesmo tempo, está inserida em uma macrorregião com baixa capacidade hospitalar.
Esse refinamento no modelo é necessário, pois quando a capacidade hospitalar está próxima do limite, os indicadores de “velocidade do avanço” e de “variação da capacidade de atendimento” se tornam prejudicados, uma vez que, mesmo havendo demanda por leitos, eles podem não ser preenchidos devido à lotação das áreas Covid dos hospitais. Esse aprimoramento visa melhor refletir e evitar o esgotamento de leitos.
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A NOVA REGRA IMPÕE
Garantia de bandeira vermelha se ambas condições forem satisfeitas:
- O Indicador 6, hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região, apresentar bandeira vermelha ou preta
- O Indicador 8, leitos livres/leitos Covid da macrorregião, estiver menor ou igual a 0,8
Garantia de bandeira preta se ambas condições forem satisfeitas:
- Indicador 6, hospitalizações para cada 100 mil habitantes da região, apresentar bandeira preta;
- O Indicador 8, leitos livres/leitos Covid da macrorregião, estiver menor ou igual a 0,3.
Nesta 35ª rodada, as regiões de Capão da Canoa, Porto Alegre, Santo Ângelo, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões e Caxias do Sul receberam bandeira vermelha no mapa preliminar acionadas pela salvaguarda. A região de Bagé foi a única a ter acionada a salvaguarda de bandeira preta.
(Com informações do governo do RS)