A cada 100 pessoas, pelo menos 95 vivem em regiões com alto risco de Covid-19 no Rio Grande do Sul. São 10,8 milhões de gaúchos nessa situação – o Estado tem uma população total de 11,3 milhões de habitantes. Mesmo assim, o governo estadual flexibilizou algumas regras (veja abaixo).
Os dados são do governo estadual, que confirmou, nesta segunda-feira (11) que 19 das 21 regiões Covid do RS estão sob bandeira vermelha.
O comitê responsável por analisar recursos das prefeituras não aceitou nenhum dos cinco recursos. Assim, moradores de 455 dos 497 municípios gaúchos estão em alerta de alto risco de contágio.
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Santa Maria está sob bandeira vermelha
A região de Santa Maria, que foi classificada em bandeira vermelha no mapa provisório da última sexta-feira (8), não recorreu. E assim, foi mantida em vermelho.
A região estava em vermelho há cinco semanas e passou para laranja em 1º de janeiro. Porém, na semana seguinte, voltou para vermelha.
Conforme o governo estadual divulgou na última sexta, o número de hospitalizações aumentou no município de Santa Maria em relação aos sete anteriores, passando de 45 para 87.
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Apenas Ijuí e Santa Rosa têm risco médio de contaminação
Apenas duas regiões – Ijuí e Santa Rosa – não estão em bandeira vermelha. Elas estão em bandeira laranja, que é de alerta para risco médio.
Ou seja, quase todo o RS apresenta alto risco para Covid, e uma minoria, vive sob risco médio.
A área de risco médio compreende 176 cidades com uma população total de 791,8 mil habitantes, o que representa 7% da população do Estado.

As novas bandeiras passam a valer a partir desta terça-feira (11) e vão até a próxima terça (19).
O Palácio Piratini informou também que no próximo decreto semanal de atualização das bandeiras serão ser publicados ajustes no modelo de distanciamento controlado. Veja como fica.
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O QUE VAI MUDAR NAS REGRAS ESTADUAIS
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (serviços não essenciais)
• Bandeira preta – Em vez de permitir somente teleatendimento ou trabalho presencial restrito, passa a permitir 25% de trabalhadores (ou normativa municipal)
• Bandeira vermelha – Em vez de 25%, passa a permitir de 50% trabalhadores (ou normativa municipal)
• Bandeira laranja – Em vez de 50%, passa a permitir 75% de trabalhadores (ou normativa municipal)
• Bandeira amarela – Em vez de 50%, passa a permitir 100% de trabalhadores (ou normativa municipal)
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Administração de trânsito
• Bandeira amarela – Passa de limite de 75% para 100% dos trabalhadores e acrescenta possibilidade de normativa municipal.
Auto escolas (serviços delegados de habilitação de condutores)
• Bandeira amarela – Em vez de 75%, passa a permitir 100% dos trabalhadores
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COMÉRCIO
Foi alterado o limite de pessoas em relação à metragem de cada estabelecimento. Vale para comércio, manutenção e reparação de veículos automotores (rua), atacadista – itens essenciais e não essenciais, varejista – itens essenciais e não essenciais (rua, centro comercial e shopping), varejista de produtos alimentícios (mercados, açougues, fruteiras, padarias e similares) e comércio de combustíveis para veículos automotores:
• Bandeira preta – Lotação (trabalhadores + clientes): 1 pessoa, com máscara, para cada 8m² de área útil de circulação, respeitando limite do PPCI
• Bandeira vermelha – Lotação (trabalhadores + clientes): 1 pessoa, com máscara, para cada 6m² de área útil de circulação, respeitando limite do PPCI
• Bandeira laranja – Lotação (trabalhadores + clientes): 1 pessoa, com máscara, para cada 4m² de área útil de circulação, respeitando limite do PPCI
• Bandeira amarela – Lotação (trabalhadores + clientes): 1 pessoa, com máscara, para cada 2m² de área útil de circulação, respeitando limite do PPCI
Até então, a limitação era dada por duas formas. A primeira, que se aplica a todo e qualquer estabelecimento, o atendimento ao teto de ocupação, que era de, no mínimo, 2m² por pessoa, em qualquer ambiente.
O segundo limitador era feito pelo percentual de trabalhadores presenciais. No formato atual, se retirou a restrição única de trabalhadores, passando a um sistema único de teto de ocupação, envolvendo trabalhadores e público.
(Com informações do governo do RS)

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