GILSON PIBER
Jornalista
O Brasil ruma para as 300 mil mortes causadas pela covid-19. A contaminação pelo vírus ganha força a cada dia pela negligência da população e pelas novas variantes da doença que circulam pelo país.
Os sinais de amor e respeito à vida sucumbem pelas aglomerações causadas.
Não há modelo de distanciamento controlado, medidas mais restritivas, toque de recolher e até lockdown que possam sensibilizar as pessoas sobre a gravidade da pandemia.
GILSON PIBER – Opinião: A covid-19 requer bom senso e resiliência
A banalização da morte, na atualidade, é visível e revela a perda da consciência coletiva.
Ninguém é contra a economia e o emprego. Pelo contrário, a cadeia produtiva precisa funcionar.
No entanto, o sistema econômico depende das pessoas, de preferência vivas e sadias.
Muitas vezes, um ou dois passos atrás pode representar um salto para frente, logo ali adiante. Mas, para isso, a pandemia precisa ser superada e não negligenciada.
GILSON PIBER – Opinião: A triste novela do Cemitério Municipal
Os profissionais da área da saúde, principalmente aqueles que atuam na linha de frente contra a covid-19, estão destroçados pela intensa carga de trabalho.
O desgaste físico e mental é imenso, e o colapso que bate à porta de hospitais traz ainda mais angústia e sofrimento.
Neste momento, a guerra contra a covid-19 e pela preservação da vida é desigual e causa amargura, ainda mais quando o apoio esperado das ruas não chega.
São mais casos confirmados, mais gente precisando de atendimento e mais mortes.
GILSON PIBER – Opinião: A árdua luta contra a covid-19
Tudo isso poderia ser diferente se as pessoas observassem as normas mínimas de segurança contra a proliferação do vírus.
Se não bastasse isso, o próprio presidente Jair Bolsonaro critica o uso de máscaras, provoca aglomerações e ameaça governadores com corte de repasse de verbas no caso de adoção de medidas mais severas contra a circulação de pessoas. A aquisição de vacinas segue aquém das expectativas esperadas.
Muitas famílias já choraram a perda de entes queridos. Se algo não for feito agora para brecar a covid-19, milhares de outras vão sentir o mesmo drama. A morte não pode virar um ato banal.
Ainda há tempo de lutar pela vida.

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