A repórter Thays Ceretta e o repórter fotográfico Anselmo Cunha, do Diário, foram intimidados e agredidos verbalmente por um cidadão, que exigiu que a equipe apagasse as imagens porque ele não queria aparecer.
O fato ocorreu na tarde de sábado (27), em Santa Maria, quando os dois repórteres estavam trabalhando.
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Equipe produzia reportagem nas ruas de Santa Maria
Na ocasião, a equipe fazia uma reportagem sobre movimento nas ruas da cidade em função dos decretos estaduais e municipais da bandeira preta da Covid-19. No momento, eles estavam fazendo imagens em local público. A equipe, inclusive, tomou o cuidado de “borrar” o rosto da pessoa.
O caso ganhou repercussão. A Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematografícos do Estado do RS (Arfoc-RS) divulgou nota de repúdio ao ataque.
No ano passado, durante um ato antidemocrático, em Santa Maria, outros profissionais do mesmo veículo de comunicação foram ameaçados e intimidados.
Em suas redes sociais, a repórter Thays Ceretta postou um vídeo comentando o fato.
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Paralelo 29 repudia agressão a jornalistas
Nota do Paralelo 29: Manifestamos nossa total e irrestrita solidariedade aos repórteres Thays Ceretta e Anselmo Cunha, bem como aos demais profissionais da equipe do Diário por esse acontecimento abominável.
A liberdade de imprensa é o que garante as liberdades democráticas (leia-se direitos coletivos e individuais). Portanto, qualquer atitude ou ato que coloque em risco a atividade profissional de veículos de comunicação é uma afronta à democracia.
Essa mesma democracia que dá o direito a esse cidadão de questionar, porém, jamais intimidar quem quer que seja durante a execução do seu trabalho. Nâo é de hoje que isso ocorre. No entanto, nos últimos tempos, elas têm sido mais recorrentes.
Democracia, Sim! Censura, não! Não à intimidação. Venha de onde vier.
Tomamos emprestada a imagem divulgada pela Arfoc-RS para ilustrar este texto.

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