GILSON PIBER
Jornalista
Com menos de 5% da população brasileira vacinada, a pressão pela compra e a aplicação de vacinas contra a covid-19 precisa seguir intensa.
Entidades representativas da sociedade, que não negam a doença e valorizam a ciência, têm lançado notas em favor da vacinação já.
Na semana passada, dirigentes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns, da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) assinaram a nota intitulada “O povo não pode pagar com a própria vida!”.
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Um trecho do documento destaca que “o vírus não será dissipado com obscurantismos, discursos raivosos ou frases ofensivas. Basta de insensatez e irresponsabilidade. Além de vacina já e para todos, o Brasil precisa urgentemente que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional, garantindo acesso rápido aos medicamentos e testes validados pela ciência, a rastreabilidade permanente do vírus e um mínimo de serenidade ao povo.”
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Ainda no ano passado, a cientista-chefe da Organização Mundial de Saúde, Soumya Swaminathan, dizia que “vacinas são intervenções que salvam vidas” e que é preciso oferecer “mais educação” e “mais informação” sobre o tema para a população.
Isso também passa pelo discernimento da população a respeito de fake news repassadas pelas redes sociais sobre tratamentos contra a covid-19.
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Mesmo que muitas pessoas ainda debochem da covid-19, o que é lamentável do ponto de vista de amor à vida e ao próximo, todos os cuidados devem ser mantidos.
Enquanto a vacina não chega para todas e todos, o jeito é evitar o risco de contágio pela covid-19.
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Por isso, use uma máscara bem ajustada sempre que estiver fora da sua residência, prefira o ar livre e os locais bem ventilados (com janelas sempre abertas), mantenha a distância, evite aglomerações e higienize as mãos com sabão ou álcool gel.
A nota “O povo não pode pagar com a própria vida!” ainda enfatiza: “Não há tempo a perder, negacionismo mata. O vírus circula de norte a sul do Brasil, replicando cepas, afetando diferentes grupos etários, castigando os mais vulneráveis. Doentes morrem agonizando por falta de recursos hospitalares. O Sistema Único de Saúde (SUS) continua salvando vidas. No entanto, os profissionais da saúde, após um ano na linha de frente, estão à beira da exaustão. A eles, nosso reconhecimento”.
Aliás, os profissionais da saúde são os verdadeiros heróis desta guerra contra a covid-19. Mais do que aplausos, merecem condições de trabalho e remuneração dignas.

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