Paralelo 29

Bolsonaro cogita decreto de livre circulação de pessoas na pandemia

Bolsonaro durante cerimônia em Brasília/Foto: Marcos Corrêa, Presidência da República

Em discurso nesta quarta-feira !5) durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) cogitou baixar um decreto estabelecendo a livre circulação de pessoas durante a pandemia.

Bolsonaro falou sobre as manifestações de 1º de Maio (Dia do Trabalho), quando apoiadores seus realizaram carreatas em várias cidades brasileiras.

“Nas ruas, já se começa a pedir, por parte do governo, que se baixe um decreto. Se eu baixar um decreto, ele vai ser cumprido. Não será contestado por nenhum tribunal”, afirmou o presidente.

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“Queremos a liberdade de fluxo”, diz Bolsonaro

Ele trata como “decretos subalternos”, referindo-se aos decretos estaduais e municipais que restringem atividades e a circulação de pessoas como forma de combater a pandemia de Covid-19.

“Queremos a liberdade de fluxo. Queremos a liberdade de trabalhar. Queremos o nosso direito de ir e vir”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente falou, ainda, sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga ações de agentes públicos na pandemia. Segundo ele, o resultado será “excepcional, no fim da linha”.

Presidente insiste em suspeitas sobre governadores e prefeitos

Bolsonaro afirmou que a CPI demonstrará o uso incorreto de verbas bilionárias distribuídas pelo governo federal a estados e municípios.

Sobre o fato de a CPI estar mapeando suas aparições públicas – muitas delas sem máscara e causando aglomerações – Bolsonaro disse que não deve satisfações.

“Não interessa onde eu estava. Respeito a CPI. Estive no meio do povo e tenho que dar exemplo. É fácil ficar dentro do Palácio, tem tudo lá”, afirmou ele durante o pronunciamento.

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Em defesa da hidroxicloroquina

Na sua manifestação, Bolsonaro voltou a citar o tratamento precoce como medida para o combate à pandemia.

Conforme ele, a hidroxicloroquina contribuiu para a redução de casos no estado do Amazonas, em especial na capital, Manaus.

Nesta quarta, a CPI ouviu o ex-ministro da Saúde, o médico Nelson Teich, que não durou um mês no governo Bolsonaro e que afirmou ter saído justamente por discordar do uso da cloroquina.

Teich disse aos senadores que os motivos principais de sua saída foram, primeiramente, não ter autonomia no cargo, e igualmente a insistência do presidente no uso da cloroquina.

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CPI no Senado investiga ações do governo federal

 A CPI da Covid investiga as ações de agentes públicos, principalmente do governo Bolsonaro, no enfrentamento à pandemia.

A gestão do ex-ministro da Justiça, Eduardo Pazuello, está na mira principal dos senadores.

Serão investigados fatos como o atraso na compra de vacinas, a falta de oxigênio em Manaus, que causou a morte de pessoas por asfixia; e a indicação e distribuição de medicamentos de eficácia não comprovada para a Covid, entre outros.

(Com informações da Agência Brasil)

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