A juíza Cristina Luisa Marquesan da Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, negou pedido para suspensão das aulas presenciais no Estado.
O pedido foi feito nos autos da ação que a Associação Mães e Pais pela Democracia (AMPD) e o Cpers movem contra o Estado do RS.
No entanto, quem encaminhou pedido para a juíza reafirmar a validade de uma liminar que suspendeu as aulas em 28 de fevereiro foi a Fetee-Sul, entidade que representa professores e servidores de escolas.
Divulgado calendário de aulas presenciais nas escolas estaduais
Justificativa é a mudança da cor da bandeira preta para vermelha
Na decisão, Cristina Luisa considera que o governo estadual mudou, via decreto, o modelo de distanciamento controlado, passando o RS de bandeira preta (risco máximo para Covid-19) para vermelha (risco alto).
Diante disso, ela lembra que as decisões anteriores se referiam às aulas presenciais em bandeira preta.
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Mesma juíza foi alvo de protestos
Em 22 de abril, a juíza Cristina Luisa reafirmou a liminar mantendo a suspensão das aulas.
Em protesto, grupos que defendem o retorno das aulas presenciais fizeram manifestação em frente à casa da juíza, o que levou o Tribunal de Justiça do RS (TJRS) e a Associação dos Juízes do RS (Ajuris) a divulgarem notas de repúdio ao ato.
Cpers irá à Justiça contra mudança nas regras das bandeiras no RS
Cpers orienta núcleos regionais
Em 24 de abril, a 4ª Câmara Cível do TJRS julgou recurso do governo estadual e confirmou a suspensão das aulas presenciais.
A reabertura de escolas foi definida pelo governo do Estado após modificação das bandeiras.
Em seu site, o Cpers orienta que os núcleos regionais da entidade denunciem as condições das escolas às Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) e à Vigilância Sanitária.