O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda-feira (10) ter conseguido antecipar 600 mil doses da vacina pediátrica contra a Covid-19, produzidas pela empresa Pfizer.
Ao defender a forma como o governo tem conduzido o combate à pandemia, Queiroga disse que a fabricação ou a importação de doses de vacina só podem ser feitas após a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caso contrário, a situação configuraria crime sanitário, disse o ministro.

Ministro anuncia distribuição de 28,2 milhões testes para Covid
Trâmite satisfatório, diz ministro
“Conseguimos antecipar com a Pfizer mais 600 mil doses da vacina pediátrica agora no mês de janeiro. Então serão 4,3 milhões de doses de vacina”, informou Queiroga nesta manhã ao passar pela portaria do ministério. Segundo ele, o trâmite para aquisição e distribuição de vacinas no país é satisfatório, se comparado a outros países.
“A indústria farmacêutica só pode deflagrar produção de doses após o aval da agência regulatória (Anvisa). Então doses não aprovadas pela agência regulatória não podem adentrar no país, sob pena de caracterizar até mesmo crime sanitário”, argumentou o ministro.
Anvisa rebate questionamentos de Bolsonaro sobre vacinação de crianças
Pressão sobre o governo
Sobre a vacina da Pfizer para crianças, a Anvisa autorizou o uso do imunizante em 16 de dezembro, mas o governo federal preferiu fazer uma consulta pública e uma audiência pública antes de anunciar a vacinação.
Nesse período, houve intensa pressão da sociedade e do meio médico para o governo iniciar a vacinação das crianças de 5 a 11 anos. O governo, por sua vez, questionou mais de uma vez a decisão da Anvisa.
(Com informações da Agência Brasil)

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