Nesta quinta-feira (13), o Gabinete de Crise e a Secretaria Estadual de Saúde se reuniram com os comitês das 21 regiões Covid para discutir medidas que possam conter o avanço da doença. Nos últimos sete dias, a média semanal de casos confirmados de Covid no Rio Grande do Sul cresceu mais de cinco vezes, passando de 81,9 para 411,5.
Os comitês regionais ainda devem se reunir separadamente para discutir medidas que possam ser adotadas em cada uma das regiões, conforme a autonomia dos municípios estabelecida em decreto. O governo já emitiu dois Avisos para as 21 regiões Covid. Em caso de Alerta, as medidas são endurecidas.
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Internações em leitos clínicos cresceram
Segundo o governo do Estado, também há um aumento do número de internados em leitos clínicos, ainda que em menor proporção do que o crescimento de casos confirmados. Atualmente, há 603 leitos clínicos ocupados por pacientes com quadro confirmado ou suspeito de Covid-19; em 2 de janeiro, eram 297.
“Ainda estamos em tempo de pensarmos em alternativas para evitarmos que esse crescimento de casos se reflita em necessidade de leitos. Precisamos definir, em conjunto, estratégias para se fazer cumprir os protocolos obrigatórios e recomendados pelo Sistema 3As de Monitoramento”, destacou a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann.
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Para evitar medidas mais duras
De acordo com a secretária adjunta de Saúde, Ana Costa, os comitês foram chamados para ajudar o Rio Grande do Sul a combater o avanço da pandemia. O objetivo, pelo que dá a entender o governo estadual, é evitar a adoção de restrições mais drásticas, como o fechamento do comércio e de outras atividades.
“Estamos aqui discutindo para que o Estado não precise tomar nenhuma outra medida além das tomadas até agora. Os municípios já têm os protocolos recomendados e obrigatórios e também têm, nas suas regiões, a condição de enxergar quais são as medidas necessárias em cada local”, destacou Ana Costa.
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Pedido ao Ministério da Saúde
Um dos encaminhamentos da reunião foi a elaboração de um ofício, por parte do governo do Estado, ao Ministério da Saúde, solicitando a manutenção do custeio de leitos clínicos e de UTI para o tratamento da Covid-19, a fim de evitar o colapso no sentido da falta de leitos.
O ministério anunciou, em dezembro, que deixará de custear os leitos Covid a partir de 1º de fevereiro. Participaram da reunião, entre outros, o coordenador do Gabinete de Crise, Marcelo Alves, membros dos grupos de trabalho Protocolos e Saúde e técnicos da Secretaria Estadual da Saúde.
(Com informações do governo do Estado)

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