Cavaletes caídos, crateras abertas e montes de terra. Este era o cenário do Calçadão Salvador Isaia, principal cartão postal do Centro de Santa Maria. Em obras desde janeiro de 2020, o Calçadão ficou com aspecto de destruído com a chuvarada com vento que atingiu a cidade por duas vezes entre este domingo (27) e esta segunda-feira (28).
Quem passou pelo Centro de Santa Maria teve que desviar de buracos e da água acumulada em algumas partes do Calçadão. Apesar do pouco movimento registrado no local à tarde, era possível ver a cara de espanto dos santa-marienses diante da situação.
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Nova etapa iniciou em fevereiro
No início de fevereiro, a Prefeitura de Santa Maria informou que a Corsan havia iniciado o trabalho nas redes de abastecimento de água e de esgoto cloacal e pluvial. A empresa Urbanes Empreendimentos, de Santa Maria, assumiu o canteiro de obras em substituição à empresa De Marco, de Erechim.
Devido à complexidade da obra, que prevê a instalação de redes junto às galerias colocadas no subsolo do Calçadão, era esperado que a obra enfrentasse mais alguns contratempos.

A pandemia de Covid-19 acabou interrompendo a obra logo no início, em 2020. Depois, segundo a Prefeitura de Santa Maria, houve uma série de obstáculos que tornaram o cronograma de trabalho mais lento, principalmente em função da crise econômica que impactou no preço de insumos previstos na execução do projeto.
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Contratempos interferiram no cronograma
Ainda conforme a Prefeitura, ocorreram diversas intercorrências nas redes de esgoto, abastecimento de água e de conexões que precisaram de manutenções em função de rompimentos durante o processo de escavação.
O projeto arquitetônico de autoria do Iplan, assinado pelo arquiteto Fabio Prado, começou a ser executado através de um Termo de Compromisso (TAC) com a De Marco, que tem empreendimento no Bairro Camobi. A De Marco terceirizou os projetos complementares, protocolando e aprovando-os na Prefeitura no final de 2019.

Ao longo de 2020, diante de questões orçamentárias e adequações ao projeto original, outra empresa, a Urbanes Empreendimentos, que também tem contrapartidas por empreendimentos em execução na cidade, entrou no projeto.
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Galerias com 165 metros
As empresas De Marco e Urbanes executaram as galerias centrais com 165 metros, com oito poços de acesso, para abrigar as redes de esgoto cloacal, pluvial e nova rede de água.
A Corsan foi chamada pela Prefeitura para entrar no projeto e auxiliar com mão de obra para as questões mais complexas dessas novas redes, fazendo assim as instalações especiais previstas no projeto Executivo.
(Com informações da Secretaria Extraordinária de Comunicação da Prefeitura de Santa Maria)

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