A Igreja Católica lançou na manhã desta quarta-feira (2), em todo o Brasil, a Campanha da Fraternidade de 2022, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o tema “Fraternidade e Educação”. Em Santa Maria, a Arquidiocese Metropolitana vai ajudar a Prefeitura a combater a evasão escolar.
Em nível municipal, o arcebispo metropolitano dom Leomar Brustolin, comandou o lançamento, que ocorreu na Escola Marista Santa Marta, localizada no Bairro Nova Santa Marta, região Oeste da cidade.
Pela primeira vez na história, o anúncio oficial da Campanha da Fraternidade em Santa Maria ocorreu fora das dependências da Igreja Católica. Por isso, a escolha de uma escola ligada à Igreja Católica em um bairro da periferia.
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Igreja adere a campanha da Prefeitura
Com o lema “Fala com sabedoria e ensina com amor”, a iniciativa da CNBB terá, em nível local, a participação da Arquidiocese Metropolitana de Santa Maria no #VemPraEscola, uma campanha da Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Educação, contra a desistência escolar na rede pública municipal.
Por meio dessa iniciativa, a Prefeitura de Santa Maria vai realizar a busca ativa de estudantes que abandonaram a escola e reforçar junto às famílias a importância de crianças e jovens voltarem para as salas de aula.
Diferentemente dos últimos dois anos, em que as aulas presenciais foram substituídas pelo ensino remoto, o calendário letivo de 2022 já começou de forma presencial.
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O que disseram as autoridades
“A Campanha de Fraternidade de 2022 vem para salientar o trabalho coletivo em prol da educação. Fico muito feliz em ver o tema deste ano, pois mostra que não estamos sozinhos nessa luta. O início do ano letivo com atividades presenciais é um processo coletivo e compartilhado, e, na sua fala, o arcebispo Dom Leomar foi certeiro ao falar sobre a importância de se retirar esse sentimento negativo de que tudo está perdido”, afirmou a secretária municipal de Educação, Lúcia Madruga, que esteve no lançamento.
Dom Leomar participou da escolha do tema ao lado de outros bispos brasileiros. O religioso disse que a decisão de definir a educação como tema partiu de três aspectos: a situação educacional do Brasil, que, desde antes da pandemia de Covid-19, segundo ele, já necessitava passar por melhorias; os problemas educacionais e sociais inéditos identificados durante a pandemia; e a educação pela paz, devido ao momento de guerra no qual o mundo está inserido por conta do conflito entre Ucrânia e Rússia.

“Só tenho uma palavra para agradecer pela presença de todos: gratidão. A Campanha da Fraternidade é de grande mobilização. No período em que estamos, da quaresma, procuramos entender que todos os compromissos com Deus implicam no compromisso com as pessoas. E é com base nisso que a reflexão deste ano foi criada. Nós cremos em dias melhores”, disse o arcebispo de Santa Maria.
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Orações e apresentação musical
O evento teve orações, apresentação musical de alunos da Escola Marista Santa Marta e a entrega do texto-base da Campanha da Fraternidade para as autoridades presentes.
Entre elas, estavam a reitora da Universidade Franciscana (UFN), irmã Irani Rupolo, o diretor-geral da Faculdade Palotina de Santa Maria (Fapas), padre Jadir Zaro, o reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Luciano Schuch, e o diretor da Escola Marista Santa Marta, irmão Diego Lunkes.
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Tema tem contribuição do papa Francisco
Em nível nacional, a CNBB explica que o objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano vai além dos problemas na educação ao propor também uma reflexão “sobre os fundamentos do ato de educar na perspectiva católico-cristã”.
“Educação é pilar da paz e por isso precisa receber sempre mais investimento significativos de governantes, empreendedores, instituições, todos os setores”, destacou o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo.
Este ano a Campanha da Fraternidade é impulsionada pelo Pacto Educativo Global, convocado pelo papa Francisco. Na carta convocação ao Pacto, o papa apresenta elementos constitutivos de uma educação humanizada que contribua na formação de pessoas abertas, integradas e interligadas, que também sejam capazes de cuidar da “casa comum”, já que a “educação será ineficaz e os seus esforços estéreis se não se preocupar também em difundir um novo modelo relativo ao ser humano, à vida, à sociedade e à relação com a natureza”.
(Com informações da Secretaria Extraordinária de Comunicação da Prefeitura de Santa Maria e da Agência Brasil)

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