Paralelo 29

Pesquisadores identificam vírus da Influenza bovina em Rio Pardo

Foto: Feevale, Divulgação

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Feevale identificaram, pela primeira vez, o vírus da Influenza bovina na América do Sul.

O Laboratório de Virologia Veterinária e o Setor de Patologia Veterinária da UFRGS e o Laboratório de Microbiologia Molecular da Feevale detecaram o vírus por meio de amostra retirada do muco nasal de nove bovinos de raça Europeia, com idades entre 4 e 8 meses, no município de Rio Pardo.

Por meio do sequenciamento genético, os pesquisadores realizaram análises filogenéticas com a finalidade de caracterizar o vírus, que já é endêmico em vários continentes.

“Comparando-o com sequências virais referências, detectadas em outros países, foi observado que o IDV brasileiro claramente pertence a um novo subgrupo de IDV”, afirma Mariana, uma das pesquisadoras responsáveis pelo estudo.

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Primeiro caso na América do Sul

Sendo assim, essa pesquisa trata-se da primeira detecção molecular de IDV na América do Sul a partir de um surto de doença respiratória bovina, e que é, ainda, filogeneticamente divergente dos IDVs já descritos na América do Norte, Europa e Ásia.

Apesar de o Brasil possuir a maior população bovina para fins comerciais e ser o maior exportador de carne bovina no continente, o IDV ainda não havia sido identificado no país. Conforme Mariana, sua presença e severidade clínica dependem de múltiplos fatores, como coinfecções virais e/ou bacterianas.

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Não se sabe “se pega em humanos”

A pesquisadora esclarece que, apesar de os bovinos serem os principais hospedeiros e reservatórios de ID, ainda não está claro se ele pode ser transmitido a seres humanos. Contudo, há indícios da presença de anticorpos contra o vírus também em humanos.

Sabe-se, até agora, que esse vírus pode causar doença respiratória em suínos e que anticorpos contra IDV têm sido detectados em uma série de outras espécies ruminantes.

O IDV já havia sido identificado em ruminantes na América do Norte, Europa e Ásia, sugerindo uma provável disseminação mundial.

O estudo das universidades gaúchas é assinado por Mariana da Silva, Ana Cristina Mosena, Meriane Demoliner, Juliana Gularte, Matheus Weber e Fernando Spilki, da Feevale, e Letícia Baumbach, Saulo Pavarini, David Driemeier e Cláudio Canal, da UFRGS.

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