Paralelo 29

Rapper MV Bill fará palestra sobre racismo em Fórum de Educação em Santa Maria

Foto: Divulgação

Santa Maria receberá, nesta terça-feira (13), o cantor de rap, ator e compositor MV Bill, co-autor do best-seller “Falcão – Meninos do Tráfico”. MB Vill fará a palestra de encerramento do 1º Fórum Municipal de Educação para as Relações Étnico-Raciais, às 9h, evento da Prefeitura, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O rapper brasileiro falará sobre racismo abordando o tema “Consciência Negra – o antirracismo na prática”. A palestra é tem como público-alvo estuantes de Anos Finais, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e professores da rede municipal de educação. As vagas já estão preenchidas.

A Prefeitura, por meio da Secretaria de Educação (Smed), promove nesta terça-feira (13) a palestra de encerramento do 1º Fórum Municipal de Educação para as Relações Étnico-Raciais. A atividade será com o cantor de rap brasileiro, ator, compositor e co-autor do best-seller ‘Falcão – Meninos do Tráfico’, MV Bill, com o tema “Consciência Negra – o antirracismo na prática”, às 9h, no Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). 

O Fórum Municipal teve como objetivo fomentar a importância da temática racial dentro da área da educação para gerar consciência sobre o combate ao racismo e ações antirracistas.

Rapper e militantes de causas sociais


Alex Pereira Barbosa, conhecido pelo nome artístico MV Bill, é um cantor de rap brasileiro, ator, compositor, cineasta e co-autor do best-seller ‘Falcão – Meninos do Tráfico’.

As iniciais “MV” significam “Mensageiro da Verdade”, e o apelido Bill veio de um brinquedo favorito da infância. MV Bill é um dos principais e mais polêmicos rappers do hip hop brasileiro. Ele mora no Rio de Janeiro, Estado que continua sendo o centro do desenvolvimento da política brasileira. 

MV Bill é um defensor de estratégias para retirar a juventude brasileira do tráfico de drogas e da inserção dos jovens, principalmente das populações periféricas, em outras atividades, como cultura, trabalho e educação. Ele é fundador da Central Única das Favelas (CUFA), uma rede de ONGs com sede no Rio de Janeiro e que promove atividades como hip-hop, grafite e break dance para crianças, com aulas educacionais, como treinamento em informática.

No auge da pandemia de covid-19 no Brasil, a CUFA apresentou uma lista com 14 recomendações para o combate ao coronavírus nas favelas brasileiras. As propostas foram entregues ao governo federal.

Canções provocativas

As canções de MV Bill contêm letras que discutem a juventude brasileira perdida nas trocas de tiros e confrontos nos morros cariocas. Em “O Soldado Que Fica”, MV Bill diz: “

“Mais uma vez no meio da madrugada
O dia amanhecendo e eu plantado bem aqui
Bola da vez, não posso fazer nada
O dia tá correndo parece hora de partir
Eu vi uma rajada levando minha chance”

Já na canção “Marginal Menestrel”, MV Bill fala dele próprio, como cantor de rapp que leva uma mensagem de otimismo e de esperança para jovens como ele. Diz um trecho da letra:

“A vida me ensinou a caminhar
Saber cair, depois se levantar
O tempo não espera
Não há espaço pra chorar
Andei no escuro e agora vou brilhar
Sobreviver é necessário
Também quero ser feliz
Permaneço no combate
Meu resgate é a minha fé
Minha luta causa medo e alegria
Tô na fita, vem o que vier
Não vou amarelar, seja o que Deus quiser
Seja o que Deus quiser
Na fé”

Cabeça de Porco, um manifesto pela justiça social

O rapper também canalizou sua paixão por justiça social no livro “Cabeça de Porco”, que escreveu em coautoria com Celso Athayde, empresário, produtor de eventos e ativista social, e Luis Eduardo Soares, um dos principais antropólogos sociais do Brasil.

A obra “Cabeça de Porco” foi publicada em 2005 e gira em torno da questão da injustiça social e da violência no Brasil e discute o que deve ser feito para solucionar o problema. MV Bill aparece em um episódio de “Black in Latin America”.

O livro publicado pela editora Objetiva fala sobre a violência urbana originada pelo tráfico de drogas e analisa o cenário com dados apresentados em pesquisas, entrevistas e documentários produzidos por todo o Brasil. “Cabeça de porco” é classificada como obra de filosofia e sociologia.

(Com informações da Secretaria Extraordinária de Comunicação da Prefeitura de Santa Maria)

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