Ao tomar posse para seu segundo mandato no governo do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) fez um balanço sobre a primeira gestão, criticou o negacionismo do governo federal durante a pandemia de covid-19 e elencou cinco prioridades, entre elas o combate à fome.
“Fomos um governo de desafios, que desafiou e que foi desafiado. Lutamos contra o vírus, contra o negacionismo e contra a falta de informação”, disse Leite, em uma referência ao governo Jair Bolsonaro (PL), que, em nível nacional, atrasou a compra da vacina, espalhou fake news e desistimulou medidas preventivas contra o coronavírus, como o uso de máscara.
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Meta: transformar o RS no “melhor lugar para se viver”
Ao reiterar seu respeito à ciência, o governador reeleito lembrou que o atraso da compra da vacina contra a covid-19 pelo governo Bolsonaro custou a vida de 40 mil gaúchos. Muitas dessas mortes, segundo ele, poderiam ter sido evitadas se o governo federal agisse com respeito à ciência e à vida.
Afirmando que seu propósito de “superar desafios crônicos” do Estado, Leite reproduziu um trecho do discurso de posse no primeiro governo, em 1º de janeiro de 2019.
Segundo o governador, o objetivo de tornar o Rio Grande do Sul “no melhor lugar do Brasil para se viver” continua sendo a meta principal da segunda gestão. Entre as prioridades do segundo mandato está a transformação do Estado em polo nacional de serviços de atendimento à saúde.

AS CINCO PRIORIDADES
- Transformar o RS em polo nacional de atendimento à saúde
- Combate à pobreza, principalmente a pobreza infantil
- Incentivo ao agronegócio e à agricultura familiar com um “robusto programa de irrigação” para enfrentar as sucessivas estiagens
- Crescimento econômico com transição para uma nova matriz energética e sustentabilidade
- Desenvolvimento econômico a partir do incentivo a novas tecnologias e aposta em talentos
DESTAQUES DO PRIMEIRO GOVERNO
Eduardo Leite citou alguns pontos que considera fundamentais no primeiro governo e ações que ele pretende acelerar no segundo mandato:
- Pagamento do salário em dia dos servidores públicos (quando ele recebeu o governo do peemedebista José Ivo Sartori, a folha salarial estava em atraso
- Pagamento de dívidas históricas com fornecedores e prestadores de serviço do governo gaúcho, em especial na área da saúde
- Redução de impostos
- Responsabilidade fiscal e adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RFF) do governo federal
- Transformação do RS em zona livre de febre aftosa sem vacinação, o que abriu as portas do mercado internacional para a carne gaúcha
- Investimento em cultura com recursos próprios “na contramão” da política nacional
- Devolução de R$ 4 bilhões aos gaúchos de baixa renda nos próximo quatro anos por meio do programa Devolve ICMS
- Investimentos em estadas
- Privatizações de estatais como CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica) e da Corsan (Companhia Riogrande de Saneamento), esta última concluída pelo governador Ranolfo Vieira Júnior – que assumiu o lugar de Leite quando ele renunciou ao cargo – e que está em disputa na Justiça
- Implantação do RS Seguro, o que possibilitou a redução histórica da criminalidade
Deputado de Santa Maria comandou solenidade
A posse de Eduardo Leite e do seu vice, Gabriel Souza (MDB), agora ex-deputado estadual, ocorreu na manhã deste domingo (1º), na Assembleia Legislativa. O deputado estadual de Santa Maria Valdeci Oliveira (PT), presidente do Legislativo gaúcho, comandou a sessão.
Na sequência, Ranolfo transmitirá o cargo de governador a Eduardo Leite. Na gestão passada, Ranolfo começou como vice-governador, quando ainda era do PTB, e acabou virando governador com a renúncia de Leite para tentar concorrer à presidência da República.
Durante a transmissão de cargo, que ocorrerá no Palácio Piratini, também serão empossados os novos secretários. Seis deputados da atual legislatura integram o primeiro escalão do Executivo e abrirão vagas que serão ocupadas por suplentes.
QUEM ASSUME NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Além dos deputados eleitos e reeleitos para a nova legislatura (a Casa tem 55, no total), suplentes assumem no lugar do vice e dos secretários. Saiba quem são os substitutos:
- Gabriel Souza (MDB) – vice-governador – suplente: Clair Kuhn (MDB)
- Beto Fantinel (MDB) – secretário de Assistência Social – suplente: Álvaro Boessio (MDB)
- Ernani Polo (PP) – secretário de Desenvolvimento Econômico – suplente: Regina Becker (União Brasil)
- Luiz Henrique Viana (PSDB) – secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo – suplente: Adilson Troca (PSDB
- Mateus Wesp (PSDB) – secretário da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos – suplente: Faisal Karam (Podemos)
- Juvir Costella (MDB) – secretário de Transportes e Logística – ainda não será empossado neste domingo.
Novos deputados – Álvaro Boessio e Adilson Troca são os únicos que não assumiram vagas ao longo da 55ª Legislatura, e devem cumprir ainda no domingo o ato de leitura do compromisso regimental para poderem ser proclamados deputados estaduais pelo presidente da AL, Valdeci Oliveira (PL).