A exemplo de outras instituições, entidades de Santa Maria repudiaram os atos de vandalismo -enquadrados como terroristas – ocorridos durante invasão de prédios dos Três Poderes, domingo (7), em Brasília. Movimentos sociais estão convocando atos em defesa da democracia em todo o país. Em Santa Maria, a manifestação está marcada para as 17h, na Praça Saldanha Marinho.
Uma das primeiras entidades a se manifestar publicamente foi a Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm). Ainda na noite de domingo, a diretoria da entidade divulgou nota manifestando sua preocupação e repudiando “os atos golpistas”.

” São atos terroristas que clamam pela implantação de ditadura no Brasil. Já sabemos onde essa história foi dar na segunda metade do século passado: mortes, desaparecimentos, concentração de renda, cerceamento do livre pensamento e perseguições, diz um trecho da nota, relembrando o golpe civil-militar de 1964, que instaurou uma ditadura que só terminou em 1985.
Esperamos que todos(as) os(as) envolvidos(as) sejam presos(as) e julgados(as) com o rigor da lei, em especial as lideranças econômicas e políticas desses atos antidemocráticos. Não é mais admissível a conivência com movimentos que pedem a implantação de ditaduras. Defender a democracia é defender a UFSM”, encerra a nota da entidade dos professores universitários.
Estamos vendo, em escala geométrica, o que a radicalização do bolsonarismo pode causar ao Brasil. A destruição da sede dos três poderes da República, com objetivos claramente golpistas, ainda resultante da insatisfação pela derrota nas urnas, resume o que representa este projeto político: violência, desrespeito às instituições e ódio.
O Sindicato dos Professores Municipais de Santa Maria (Sinprosm) também repudiou as manifestações golpistas. A entidade lembrou que as polícias agiram diferente em atos pacíficos dos movimentos sociais.
“Tantas e tantas vezes professores, estudantes e movimentos sociais manifestaram-se democraticamente na Esplanada dos Ministérios ou em outros espaços públicos do país e foram covardemente agredidos ou expulsos”, diz a nota do Sinprosm.
A Associação dos Servidores da UFSM (Assufsm) endossou nota da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil ( Fasubra).
Em nota, a diretoria da Fasubra acusa a Polícia Militar do Distrito Federal de proteger os bolsonaristas. Também diz que havia pouco policiamento no local.
” Vídeos mostram a PMDF escoltando os criminosos até a Praça dos Três Poderes. O número de policiais foi insuficiente e chegaram tarde para conter os golpistas antidemocráticos. As forças de segurança só conseguiram evacuar os prédios depois de horas após o início das ações”, diz a nota da Fasubra.

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