Paralelo 29

PF desarticula grupo investigado por tráfico de drogas sintéticas em Santa Maria

Foto: Divulgação PF

LSD, ecstasy e outros entorpecentes eram enviados do centro do país através dos Correios e empresas de transporte de mercadorias

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Springfield, que apura os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais.A ação mobiliza 55 policiais federais para o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em Santa Maria, com apoio da Receita Federal e da Susepe.

Concomitantemente, são executadas medidas voltadas à descapitalização do grupo criminoso, como sequestros de veículos de luxo, apreensão de bens e o bloqueio de valores em contas bancárias.

A investigação teve início em outubro de 2022 com a apreensão de uma encomenda de drogas sintéticas pela Receita Federal. As substâncias foram remetidas do Rio de Janeiro e interceptadas na sede de uma empresa transportadora, na cidade de Santa Maria.

A partir desse fato, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na residência da destinatária da encomenda e interceptou outras quatro remessas ilegais de drogas, entre elas, LSD, ecstasy, lança-perfume e haxixe.

Com o avanço da investigação, foi possível identificar toda estrutura criminosa envolvida no tráfico, controlada por um jovem de 20 anos e por sua namorada, de 18.

As drogas eram adquiridas nos grandes centros, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro, e enviadas através dos Correios e empresas transportadoras.

Os investigados se utilizavam de nomes e endereços de pessoas interpostas (laranjas), que eram pagas para receber as encomendas. Posteriormente, as drogas eram encaminhadas para depósitos provisórios.

A comercialização ocorria por aplicativo de mensagens instantâneas e a entrega era realizada por mototaxistas, sob coordenação dos líderes do grupo.

Os investigados utilizavam perfis falsos em redes sociais, e-mails fictícios e cadastros telefônicos em nome de terceiros. Ao se comunicar, utilizavam pseudônimos, geralmente relacionados a personagens de filmes ou desenhos infantis.

(Com informações da Polícia Federal)

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