Paralelo 29

Advogado de réus dos casos Kiss, Rafael e Bernardo é acusado pertencer a organização criminosa

Foto: Juliano Verardi, TJRS

Polêmico nos júris, Jean Severo é alvo do Ministério Público gaúcho

Polêmico e brigão, o advogado criminalista Jean Severo, que ficou conhecido por defender réus da tragédia da boate Kiss e dos assassinatos dos meninos Bernardo Uglione e Rafael Winques, está entre as 24 pessoas denunciadas pelo Ministério Público gaúcho como integrantes de uma organização criminosa.

Severo é apontado pelo MPRS como “braço financeiro” de uma organização criminosa, cujos integrantes viraram réus nesta segunda-feira (28). A investigação começou em 2019. O advogado é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro e receptação.

À RBS TV e ao G1RS, Jean Severo negou as acusações e alegou estar sendo perseguido. “Isso é uma tremenda mentira. A Polícia Civil e o Ministério Público são órgãos covardes. Eu fui acusado disso por rasgar livro de promotor e por dizer que delegado de polícia em júri era mentiroso e covarde”.

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De acordo com o delegado Márcio Niederauer, que investigou o caso, “a conclusão do inquérito policial baseia-se em provas técnicas, pautadas em diversos elementos colhidos ao longo da investigação”.

Conforme o MPRS, o advogado repassaria ordens de um detento que está em uma penitenciária federal ao restante do grupo. Ainda segundo os promotores, Severo teria ocultado bens de traficantes, além de ter fornecido contas de passagem para lavagem de dinheiro. Afora isso, ainda teria simulado negócios para impedir a identificação do patrimônio dos integrantes da organização criminosa.

Conversas entre os suspeitos de integrarem o grupo, interceptadas pela polícia, levaram ao nome de Severo. Por ser advogado de um dos chefes da organização criminosa, ele teria livre acesso ao comando e atuaria diretamente no cumprimento de determinações do primeiro escalão e no repasse de ordens.

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JÚRIS DE REPERCUSSÃO

Processos em que o advogado Jean Severo atuou:

CASO KISS

  • Atuou na defesa do músico Luciano Bonilha Leão, acusado de ter comprado os fogos de artifício entregues à Banda Gurizada Fandangueira e que provocaram o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, na madrugada de 27 de janeiro de 2013. A tragédia deixou 242 mortos e 636 feridos

CASO BERNARDO

  • Atuou na defesa de Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele Ugulini, madrasta de Bernardo Uglione, de 11 anos, recebeu dinheiro para ajudar no crime. Bernardo foi assassinado com uma superdosagem de medicamento, em abril de 2014, em Três Passos, e teve seu corpo escondido em uma cova, e m Frederico Westphalen

CASO RAFAEL

  • Atuou na defesa de Alexandra Dougokenski, acusada de matar o próprio filho, Rafael Mateus Winques, de 11 anos, em maio de 2020, no município de Planalto. Rafael morreu por estrangulamento

(Com informações do G1RS)








































BOATE KIS

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