Ministro Paulo Pimenta veio ao Estado para acompanhar ações
O governo do Estado atualizou, no final da manhã desta quarta-feira (6), o número de mortes devido a enchentes no Rio Grande do Sul. O número chegou a 31. No início da manhã, a Defesa Civil havia confirmado que 27 gaúchos haviam morrido em decorrência das chuvas.
No final da manhã, o governador Eduardo Leite (PSDB) confirmou mais dez vítimas, sendo oito em Roca Sales, uma em Lajeado, e outra, em Estrela, todas na Região dos Vales.
O governo federal garantiu ajuda ao Rio Grande do Sul, com mobilização de botes do Exército da região da Fronteira, de helicópteros da Polícia Rodoviária Federal (PRG) e das Forças Armadas e ações imediatas para garantir abrigo, segurança, água potável e alimentação para as vítimas do RS e Santa Catarina.
Até o início da manhã, haviam sido confirmadas 31 mortes no Rio Grande do Sul e uma em Santa Catarina. Ao todo, mais de 50 municípios dos dois estados da região Sul foram atingidos, sendo que a cidade gaúcha de Muçum está com 80% das estruturas embaixo d’água.
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Ministro falará com prefeitos
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Paulo Pimenta, chegou ao Rio Grande do Sul nesta quarta-feira para acompanhar de perto as ações e conversar com o Estado e representantes dos municípios atingidos.
Segundo o governo federal, as prefeituras receberão ajuda para os planos de trabalho. Em entrevista à Rádio CBN, Pimenta falou sobre a ajuda do governo federal.
“Não vamos estabelecer um valor X porque a liberação de recursos ocorre mediante apresentação de plano de trabalho. Cada prefeitura identifica sua necessidade. Há um tipo de plano de trabalho emergencial que pode ser liberado em até 48 horas”, explicou Pimenta.
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Apoio federal
Em seu perfil no Twitter, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que conversou com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), para reforçar a perspectiva federal de pronto suporte ao estado. “Conversei há pouco com o governador Eduardo Leite e reforcei que o Governo Federal está à disposição dos gaúchos para enfrentar essa crise“, escreveu.
Uma equipe da Defesa Civil Nacional está dando apoio às prefeituras nos pedidos de solicitação de situação de emergência e de repasse de recursos. A partir da situação de emergência ou calamidade pública reconhecida, o governo federal pode adotar medidas para atender a população afetada.
MEDIDAS DO GOVERNO FEDERAL
- Unificar o calendário de pagamento do Bolsa Família, que em setembro tem início em 18 de setembro
- Antecipar parcela do Benefício de Prestação Continuada (BPC), que corresponde a um salário mínimo, e caso o beneficiário solicite, antecipar outra parcela, que podem ser reembolsadas em até 36 meses, sem juros ou encargos
- Repassar recursos extraordinários para a rede de assistência social, que realiza o serviço de apoio e proteção à população com a oferta de alojamentos provisórios, atenções e provisões materiais, conforme as necessidades detectadas
- Envio de cestas de alimentos
- Recursos pelo Fomento Rural, no valor de R$ 4,6 mil, a pequenos agricultores que tiveram perda na produção
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“Prioridade é salvar vidas”, diz Pimenta
Segundo Pimenta, enquanto não é possível mensurar com precisão os prejuízos materiais e estruturais, a prioridade é dar o atendimento emergencial às vítimas.
“Todo o nosso esforço é para salvar vidas. Nós temos muitas pessoas em comunidades isoladas, em áreas de risco. Mobilizamos botes do Exército, deslocados da região da fronteira, para auxiliar no resgate de pessoas em áreas alagadiças onde os helicópteros não podem pousar. Mobilizamos mais três helicópteros ontem, junto à Polícia Rodoviária Federal, ao Ministério da Defesa, e agora estamos trabalhando para conseguir mais três helicópteros”, registrou o ministro.
“O helicóptero nesse momento é fundamental para chegar a essas comunidades, chegar a essas famílias, retirar as pessoas de áreas de risco. Nesse momento essa é a prioridade. Abrigo e segurança para as pessoas, água potável, alimentação. É o básico para poder passar pelo momento mais crítico”, completou Pimenta, que está acompanhado ministro Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e do Secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Aparecido Wolff.
(Com informações do governo do Estado e do governo federal)

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