Paralelo 29

Oito estudantes do Maneco passam mal com o calor e são atendidos na UPA em Santa Maria

Foto: Renato Olivera, Rádio Imembuí

Pelo menos oito estudantes do Colégio Estadual Manoel Ribas, o Maneco, em Santa Maria, passaram mal nos últimos dois dias devido à onda de calor intenso em Santa Maria. A denúncia, que constou em reportagem da Rádio Imembuí, repercutiu na Câmara de Vereadores.

Na segunda-feira (24), o repórter Renato Oliveira, da Rádio Imembui FM, relatou o caso de cinco estudantes do Maneco que foram atendidos na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Nesse dia, os termômetros chegaram à marca dos 36,4ºC na cidade.

Conforme relatou a reportagem, algumas salas de aula não têm equipamentos de ar-condicionado, o que agravou a situação. O Cpers-Sindicato tentou, mais uma vez, suspender as atividades escolares enquanto persistir a onda de calor, mas o governo do Estado não cedeu.

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Vereadoras denunciaram situação

Na terça-feira (25), a temperatura chegou a 38,4ºC em Santa Maria, e mais alunos passaram mal. Em postagem em suas redes sociais, a vereadora Helen Cabral (PT), que é professora estadual, criticou a situação das escolas estaduais.

Além do caso de estudantes do Maneco que tiveram que ser atendidos na UPA, Helen citou o caso da Escola Estadual Cilon Rosa, onde um disjuntor de energia elétrica pegou fogo, “comprometemendo parte da iluminação”

Helen também falou sobre o calor. E denunciou que na Escola Estadual Coronel Pilar, onde leciona, oito alunos também passaram mal “e precisaram chamar os pais”.

“A irresponsabilidade de Eduardo Leite coloca em risco a vida de estudantes, professoras, professores, servidoras e servidores e toda a comunidade escolar”, escreveu a vereadora.

A vereadora Alice Carvalho (PSOL) também postou o caso dos alunos que passaram mal por causa do calor. Segundo ela, “o governador Eduardo Leite tem submetido os estudantes e trabalhadores da educação a situações de risco, obrigando-os a ficarem em escolas sem estrutura para as condições de calor extremo que estamos vivendo”.

Em outro post, Alice denunciou mais um princípio de incêndio, desta vez na Escola Estadual Walter Jobim, também por conta da rede elétrica.

Seduc manteve as aulas, mesmo com pedido de suspensão

Os principais problemas causados pela onda de calor são tontura, pressão baixa e mal-estar. Em nota, a Secretaria de Educação (Seduc) afirmou que a escola recebeu R$ 160 mil por meio do programa Agiliza Educação, verba esta que pode ser usada, por exemplo, para a compra de ventiladores, aparelhos de ar-condicionado e bebedouros e, também, fazer reparos básicos.

Em reunião nessa terça-feira com o Cpers, a Seduc decidiu manter as aulas mesmo com as elevadas temperaturas e as situações denunciadas.

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RS precisa de um protocolo do calor

Em recente editorial publicado em seu site, o Paralelo 29 defendeu a implantação de um protocolo do calor, a exemplo do que já existe na cidade do Rio de Janeiro desde o ano passado.

No entendimento deste veículo de comunicação, as cidades gaúchas precisam se adaptar aos novos tempos de agravamento da situação climática no país e no mundo.

No Rio de Janeiro, a Prefeitura estabeleceu faixas de calor que vão até o calor extremo. Quando a temperatura chega no extremo, a Prefeitura tem poder de polícia inclusive para suspender atividades ao ar livre para preservar a saúde pública.

(Com informações da Rádio Imembuí FM e do G1RS)

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