Paralelo 29

Movimentos sociais realizarão ato público contra o aumento da passagem de ônibus em Santa Maria

Foto: José Mauro Batista, Paralelo 29

Manifestação ocorrerá na tarde desta quarta-feira, a partir das 16h30, na Saldanha Marinho

Movimentos sociais, sindicatos, entidades e coletivos estudantis realizarão um ato público em protesto contra o aumento da passagem de ônibus em Santa Maria autorizado pelo Conselho Municipal dos Trasportes na semana passada. O ato será nesta quarta-feira (25), a partir das 16h30, na Praça Saldanha Marinho, no Centro.

Os manifestantes também defenderão pautas como a municipalização do transporte coletivo e o passe livre nos ônibus da cidade, pauta que já está em discussão na Câmara de Vereadores.

Aumento de 11%

No último dia 18, o Conselho Municipal de Transportes (CMS) aprovou, por 11 votos favoráveis e 3 contrários, o aumento da tarifa técnica do transporte, dos atuais R$ 6,85 para R$ 7,65. A mudança representaria 11% de reajuste.

Agora, a decisão de acatar ou não a sugestão está com o prefeito Rodrigo Décimo (PSDB). Atualmente as e os usuários do transporte coletivo de Santa Maria pagam R$ 5 de passagem e o restante do valor é repassado pela própria prefeitura às empresas.

Sindicato dos professores da UFSM participa da mobilização

A Seção Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm) participou, no sábado (21) da reunião preparatória ao ato.

Cleder Fontana, diretor presente à atividade, reforçou a importância de a categoria marcar presença na manifestação, que extrapola a questão do valor da tarifa e abre espaço para a discussão sobre direito à cidade.

No texto de divulgação postado em seu perfil no Instagram, o DCE UFSM diz que, se Décimo acatar o aumento, a tarifa urbana de Santa Maria será a mais cara do Brasil.

“Apesar dos milhões em subsídios pagos pela Prefeitura à ATU, nem a população e nem os trabalhadores da categoria conseguem perceber ou usufruir do retorno desses investimentos. Em maio, motoristas e cobradores fizeram uma paralisação reivindicando reajuste da inflação do período e a referente a consequências da pandemia, movimento que havia acontecido já em 2024”, diz trecho da divulgação na página estudantil.

(Com informações de Bruna Homrich – Assessoria de Imprensa da Sedufsm)

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