Afirmação foi feita pelo secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi, em reunião na Assembleia Legislativa
O secretário estadual da Reconstrução, Pedro Capeluppi, afirmou nesta terça-feira (15), na Comissão de Assuntos Municipais (CAM) da Assembleia Legislativa, que a obra da nova da RSC-287, em Santa Maria, começará em agosto.
Capeluppi participou da reunião do Comitê de Acompanhamento Permanente das Obras da RSC-287, grupo de trabalho proposto pelo deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) e integrado por prefeitos e vereadores de cidades que ficam ao longo da via.
Também participam represetantes da Agergs – agência reguladora de serviços, dos usuários e da Sacyr/Rota de Santa Maria, empresa responsável pela duplicação e conservação da estrada
Ponte e desvios
A ponte sobre o Arroio Grande foi destruída pela enchente de maio do ano passado e, em seu lugar, o Exército montou uma estrutura móvel. Engarragamentos e a lentidão no tráfego têm gerado protestos de usuários e das comunidades e lideranças da Região Central.
Desde que a antiga ponte foi levda pelas águas, o Exército mantém duas pontes provisárias. Ainda há outro problema: os desvios, como no Arroio Barriga, entre Novo Cabrais e Paraíso do Sul, e em Mariante, Distrito de Venâncio Aires, têm ficado submetos sempre que chove forte, como ocorreu recentemente.

Concessão por 30 anos
A RSC-287 foi concedida pelo governador Eduardo Leite (PSD) à iniciativa privada por um período de 30 anos, em 2021, com direito a 5 praças de pedágio instaladas ao longo dos seus 204 km entre Santa Maria e Tabaí, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A ausência de concorrência na época – a empresa multinacional espanhola Sacyr foi a única interessada no edital -, a quantidade de postos de cobrança, valores da tarifa, período de concessão e organograma dos trabalhos de duplicação, por exemplo, têm sido objetos constante de críticas, tanto da sociedade como de gestores públicos e partidos de oposição e situação.
“Não somos contra a duplicação, mas a favor da transparência, do retorno justo para sociedade, da agilidade dos trabalhos e que os benefícios não cheguem apenas para um dos lados, que não tem sido o de quem trafega pela rodovia ou reside próximo a ela, como é o caso de quem precisa regularizar seu acesso à via”, explica Valdeci, proponente e coordenador, desde 2019, da Frente Parlamentar em Defesa da pauta da 287.
(Com informações da Assembleia Legislativa)

