Paralelo 29

MORADORES DE RUA: “Muita gente saiu de outras cidades e veio para Santa Maria”, diz secetário

Foto: Paralelo 29

Pasta de Desenvolvimento Social estima que cidade tenha 140 pessoas em situação de rua, incluindo os albergados

JOSÉ MAURO BATISTA – PARALELO 29

O secretário de Desenvolvimento Social de Santa Maria, Juliano Soares, o Juba, afirma que Santa Maria tem, atualmente, cerca de 140 pessoas em situação de rua, muitas delas vindas de outras cidades em razão da enchente de 2024. Ele corrigiu dados discutidos pelo Paralo 29 no quadro Comentário da Semana, postado no Instagram.

Segundo o secretário, o número apresentado no quadro, de 391, em 2024, se refere ao contingente de pessoas que acessaram o Cadastro Único da Prefeitura, por meio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

Nos últimos três anos, conforme Juba, 484 pessoas em situação de rua acessara o CadÚnico. No entanto, a maioria das pessoas que procuram o serviço acaba indo embora de Santa Maria. Ou seja, é uma população itinerante.

As três Casas de Passagem de Santa Maria – duas para homens e uma para mulheres – disponibilizam 90 vagas. Assim, dos cerca de 140 moradors em situação de rua que a Secretaria de Desenvolvimento existir em Santa Maria, “no máximo 50” estariam na rua.

Enchente aumentou êxodo para Santa Maria

O secretário Juliano Soares afirma que a enchente de abril e maio do ano passado acabou provocando um êxodo de pessoas para Santa Maria. São pessoas que perdem casa e emprego e que, diante da situação, decidiram procurar outras cidades para tentar a vida.

“Com as chuvas do ano passado, muita gente saiu de Porto Alegre e de outras cidades e vio para para Santa Maria. É o caso de um casal que armou uma barraca na Floriano Peixoto (rua do Bairro Centro). Eles vieram de Parobé (município da Região Metropolitana). Ele (homem) veio por causa de emprego e não deu certo”, conta o secretário.

“Não sai da rua quem não quer”, diz secretário

Homem está morando há meses na esquina da Floriano com Pasqualine, no Centro/Foto Paralelo 29

Sobre uma solução para o problema, Juba afirma que a Secretaria de Desenvolvimento Social tem conversado com moradores, mas muitos deles resistem em deixar a rua.

Este seria o caso de um homem que está acampado há meses em frente a uma tradicional área comercial, na Rua Floriano Peixoto, esquina com a Rua Alberto Pasqualine, também conhecida como antiga Rua 24 Horas. O morador teria problemas com bebida alcoólica e não se adaptaria às regras dos albergues.

“A maioria, 90%, tem problema com álcool e droga”, afirma o secretário, que descarta medidas como internação compulsória, proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O secretário diz que muitos desses moradores em situação de rua não conseguem emprego tanto pela questão de saúde mental como pela baixa qualificação. No entanto, o secretário afirma: “Não sai da rua quem não quer”.

Há solução para o problema? Centro POP seria uma

Uma alternativa seria a criação, na cidade, de um Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), demanda que ainda não saiu do papel.

De acordo com o site do governo federal, os Centros POP são locais em que as pessoas atendidas podem fazer refeições, tratar da higiene pessoal, lavar roupas e guardar pertencentes. Também funcionam como apoio para informações sobre documentos e trabalho. Os serviços são gratuitos.

Em geral, o Centro POP fica aberto pelo menos oito horas por dia em cinco dias da semana. O atendimento é definido conforme cada caso.

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