Paralelo 29

Corsan conclui obra de sistema de captação de água rompido pela chuva e promete fim do desabastecimento

Foto: Divulgação, Corsan Aegea

Investimento foi de R$ 7 milhões, segundo direção da companhia

A Corsan Aegea conclui nessa quarta-feira (6) a obra de reconstrução e interligação das três adutoras que faziam parte do sistema de captação de água bruta do Rio Ibicuí e que foram rompidas, em 17 de junho, durante a chuvarada que atingiu a Região Central.

Coforme a companhia, foi construído um novo trecho de cerca de 320 metros de cada uma das três adutoras embaixo do leito do rio, com proteção de ferro e concreto, para evitar novos rompimentos. A promessa é que não ocorrerá mais desabastecimento decorrente de chuvas, como ocorreu na enchente de 2024 e na chuvarada deste ano.

Investimento de R$ 7 milhões

Enquanto as adutoras estavam sendo reconstruídas, foi montado um sistema emergencial para garantir a captação de água para tratamento.

O investimento total, somando a instalação da estrutura de emergência e a restauração dos equipamentos danificados, foi de R$ 7 milhões.

Cerca de 70 profissionais de Santa Maria, Rosário do Sul, Alegrete e Ijuí trabalharam alternadamente por 52 dias para viabilizar o restabelecimento do sistema de captação, com as três adutoras interligadas para transportar a água à estação de tratamento por gravidade – sem a necessidade de bombeamento.

Mobilização para a obra

Força-tarefa foi montada para obra/Foto: Corsan Aegea, Divulgação

Também foram mobilizados para a obra dois caminhões munck, um guincho, quatro carretas, três escavadeiras hidráulicas, uma retroescavadeira, cinco caçambas e seis soldadores, além das tubulações de 600 e 350 milímetros.

Enquanto o trabalho ocorria na localidade de Passo dos Macacos, entre Itaara e São Martinho da Serra, o sistema emergencial para captação de água foi implantado em uma área abaixo do local de rompimento das adutoras.

Esse sistema emergencial funcionou pelo método de bombeamento, que é mais suscetível a quedas de energia elétrica ou a entupimento dos motores por galhos e pedras arrastados pelo rio.

“Com as chuvas, perdemos a parte das adutoras que funcionavam por gravidade e passamos, então, a enviar água para a estação de tratamento só a partir de bombeamento. Com a interligação das adutoras reconstruídas, voltamos agora a utilizar novamente o transporte por gravidade, que nos deixa livres da necessidade de energia elétrica”, explica o engenheiro responsável pela obra, Uillian Kemmrich.

Estrutura para situações de emergência

Segundo Kemmerich, o sistema convencional garante uma vazão de 1.250 litros de água por segundo, enquanto o sistema emergencial era capaz de captar 1.050 litros por segundo.

“Essa vazão maior garante o abastecimento da cidade, enquanto a vazão anterior poderia resultar em desabastecimento ou oscilação de pressão, caso houvesse alto consumo pela população ou falha em uma bomba” explica o engenheiro.

Mesmo com o sistema convencional funcionando, a estrutura por bombeamento ficará montada no local para situações de emergência.

CRONOLOGIA DO PROBLEMA

17 de junho

A enchente rompeu uma adutora de 600 milímetros e duas de 350 milímetros que transportavam a água do Rio Ibicuí até a estação de tratamento de água (ETA).

A Corsan começou a abastecer as residências alternando por bairros, conforme os níveis de armazenamento dos reservatórios, e passou a disponibilizar caminhões-pipas e reservatórios móveis em pontos estratégicos da cidade.

18 de junho

A Corsan deslocou mais três bombas de funcionamento embaixo da água, para montar o sistema emergencial de captação por bombeamento.

A operação foi montada abaixo do local do rompimento de três adutoras na localidade de Scremin, em São Martinho da Serra.

19 de junho

O sistema emergencial foi instalado para enviar água à estação de tratamento que fica na Vila Vitória. Também foi construída uma nova rede, interligada ao sistema, para melhorar a vazão de água captada.

Diferentemente do sistema convencional, que transporta a água bruta por gravidade, a estrutura emergencial funcionou totalmente por bombeamento e com menor vazão, o que aumentava a dependência de energia elétrica.

As bombas também entupiam devido ao arraste de galhos e pedras pelo rio. Isso exigiu manutenção constante e tornou o fornecimento de água mais vulnerável a falhas.

20 de junho

A Corsan conseguiu acessar o local dos rompimentos das adutoras, o que era impossível até então, devido ao elevado nível do rio. Imediatamente, a Companhia iniciou a mobilização para realizar a obra de reconstrução das adutoras e restabelecer a captação de água por gravidade.

21 de junho

Iniciaram-se as escavações, por baixo do rio, para implantação dos novos trechos das adutoras rompidas. A tubulação, em polietileno de alta densidade (PEAD), foi revestida com tubos de ferro e concreto, e reforçada para evitar novos rompimentos.

7 de julho

Foi interligada ao sistema de captação de água a adutora de 600 milímetros, responsável por conduzir a água bruta até a estação de tratamento.

O funcionamento dessa adutora, por gravidade, deu mais estabilidade ao abastecimento, até então dependente do bombeamento.

6 de agosto

Foi feita a interligação das outras duas adutoras de 350 milímetros, e o sistema passou a funcionar totalmente por gravidade e sem vulnerabilidade por falhas elétricas.

(Com informações da assessoria de comunicação da Corsan Aegea)

Compartilhe esta postagem

Facebook
WhatsApp
Telegram
Twitter
LinkedIn