MAIQUEL ROSAURO – Site claudemirpereira.com.br*
O vereador Tubias Callil (PL) será alvo de uma subcomissão de ética da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Santa Maria.
Nesta terça-feira (19), por unanimidade, o colegiado aprovou o parecer do ouvidor Tony Oliveira (Podemos) pela aceitação da denúncia, protocolada por advogados da Corsan, que acusa Tubias de quebra de decoro parlamentar. O vereador do PL, por outro lado, diz que a companhia perdeu todos os limites.
O presidente da CCJ, João Ricardo Vargas (PL), indicou Givago Ribeiro (PSDB), Valdir Oliveira (PT) e Werner Rempel (PCdoB) para comporem a subcomissão – que também terá Tony como integrante, uma vez que o ouvidor é membro nato. Vencida a parte de admissibilidade da denúncia, agora será analisado o mérito.
A denúncia contra o vereador
Em 13 de junho, os advogados Luciano Feldens, Rubens Hofmeister Neto, Darci Pretto Júnior e Bruno Benedetto – que representam a Corsan – protocolaram na Casa o Ofício 89/2025.
O documento apresenta uma petição formal da companhia ao Legislativo, no qual alegava que Tubias estava atuando com interesse particular e quebrou o decoro parlamentar ao presidir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava a empresa.
Além disso, a denúncia diz que o vereador possui um poço artesiano irregular e que atacou a empresa com declarações difamatórias e a disseminação de informações falsas.
A CPI citada, contudo, foi extinta pela Mesa Diretora após pressão da Corsan. Tubias até tentou formar um novo colegiado, mas a bancada governista patrolou a sessão na qual o novo grupo seria criado e hoje comanda sozinha a nova CPI da Corsan.
Mandato em risco
A partir de agora, inicia-se um longo processo que não tem uma data definida para ser finalizado. O primeiro passo é o colegiado se reunir e decidir quem será o relator, revisor e membro.
O trabalho da subcomissão de ética inclui análise da denúncia e poderá ter oitivas e diligências. Além disso, Tubias também terá espaço para apresentar sua defesa.
O colegiado irá gerar um relatório que será analisado pela CCJ. Há possibilidade de arquivamento ou aplicação de penalidades, podendo ser advertência, censura (suspensão temporária) ou ainda a cassação do mandato.
Em caso de penalidade indicada pela subcomissão e aprovada pela maioria dos membros da CCJ, a denúncia será enviada para apreciação da Mesa Diretora e será encaminhada ao Plenário para que os vereadores decidam se devem ou não punir Tubias.
“Não tenho medo de falar”, diz vereador
O Site entrou em contato com Tubias, o qual disse que seguirá atuando firme e com atitude. Afirmou também que é perseguido pela Corsan porque cobra respeito da companhia aos santa-marienses e por não ter medo de falar o que a população enfrenta.
Abaixo, confira a nota enviada por Tubias:
“A Corsan perdeu todos os limites em Santa Maria. Cobra contas indevidas, não cumpre contratos, entrega água suja nas torneiras e, agora, chega ao absurdo de querer cassar um parlamentar que defende a população.
Querem me perseguir porque cobro respeito aos santa-marienses e porque não tenho medo de falar o que todos sentem na pele. Essa tentativa não é contra mim, é contra a cidade inteira.
Confio muito na subcomissão e no plenário da Câmara de Vereadores. Tenho certeza de que os colegas saberão reconhecer que essa tentativa é um ataque não a um vereador, mas ao direito do povo de ter voz.
Não aceitaremos que a Corsan queira mandar até na Câmara Municipal de Vereadores. Fui eleito para ser a voz da população, e é exatamente isso que continuarei sendo: firme, com atitude e ao lado do povo”.

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