Operação do Gaeco nesta sexta-feira resultou no bloqueio de R$ 5,5 milhões
Uma facção criminosa com atuação na região de São Gabriel usava empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico de drogas e que promovia falsos sorteios de veículos.
O grupo criminoso foi alvo da Operação Bom Negócio, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul (Gaeco/MPRS).
Segundo o MPRS, a investigação começou a partir de informações repassadas pelo 2º Regimento de Polícia Montada (2º RPMon) da Brigada Militar indicando movimentações suspeitas ligadas ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais.
A partir diso, o Gaeco passou a investigar a denúncia e obteve indícios sobre a atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, uso de empresas de fachada e diversas contas bancárias em nome de laranas para ocultar dinheiro sujo.
A operação
A operação, com cerca de 100 agentes, ocorreu em São Gabriel, Cruz Alta, Ijuí e Lagoa Vermelha, com apoio da Brigada Militar e da Polícia Penal.
Coordenada pelos promotores de Justiça João Afonso Beltrame e Rogério Meirelles Caldas, do 9º Núcleo Regional do Gaeco – Campanha, a operação contou com a participação dos promotores de Justiça André Dal Molin, coordenador do Gaeco no Estado, Diego Pessi e Manoel Figueiredo Antunes.
Os agentes cumpriram 16 mandados de busca e apreensão, além de outras sete medidas cautelares, como por exemplo, quebra de dados telemáticos e de sigilos bancário e fiscal, bem como indisponibilidade e bloqueio de bens e ativos financeiros no valor de mais de R$ 5,5 milhões. As buscas foram em residências, revendas de carros e presídio de São Gabriel.
“A prática de diversos crimes ocorria, sobretudo, para o fortalecimento da organização criminosa e do seu domínio no tráfico de drogas na região de São Gabriel
E dos 44 carros que identificamos, conseguimos até o momento que 24 fossem alvo de apreensão judicial”, ressaltou João Afonso Beltrame.
“O Gaeco mais uma vez se aprofunda no ataque às organizações criminosas, combatendo fortemente os crimes vinculados, como a lavagem de dinheiro. Desarticular e descapitalizar estes grupos é devolver a paz e a tranquilidade à comunidade, além disso, coibindo criminosos de enganar a população e de competir ilicitamente no comercio local”, disse Rogério Meirelles Caldas.
(Com informações do MPRS)
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