Paralelo 29

Professor de Direito que lecionou em escola do MP é investigado por crimes sexuais no RS

Foto: Reprodução, Facebook

Caso ganhou repercussão nas redes sociais com notas

O advogado e professor de Direito Conrado Paulino da Rosa, um profissional reconhecido e muito bem relacionado no meio jurídico, inclusive com santa-marienses, está no centro de uma denúncia de crimes sexuais contra mulheres em Porto Alegre.

Conrado foi professor da Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) no Rio Grande do Sul até esta quinta-feira (18), quando foi demitido.

O caso foi revelado em uma reportagem do G1RS, publicada nesta sexta-feira (19). Segundo o G1RS, Conrado é investigado pela Polícia Civil por suspeita de ter cometido crimes sexuais contra mulheres na capital gaúcha.

A reportagem diz que ao menos seis mulheres registraram ocorrência contra o advogado e professor. Elas já prestaram depoimento à polícia. O G1 ouviu quatro vítimas, que relataram estupro, agressões durante relações sexuais e violência psicológica.

A FMP divulgou nota em suas redes sociais informando sobre a demissão de Conrado “em caráter administrativo e sem julgamento antecipado”. Contudo, reafirma sua posição contrária à violência, em particular contra as mulheres”.

NOTA DA ESCOLA SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO

“A Fundação Escola Superior do Ministério Público (FMP) informa que o professor Conrado Paulino da Rosa não integra mais o corpo docente da instituição.

O desligamento foi decidido em caráter administrativo, conforme previsto no Regimento Interno da FMP, sem a realização de juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades relacionadas a fatos externos à instituição.

A FMP reitera seu compromisso inegociável com a ética, a transparência e, sobretudo, com a promoção de um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas.

Reafirmamos, de forma categória, nossa posição contrária a qualquer forma de violência, em especial a violência contra as mulheres, e nosso apoio a todas as iniciativas que promovam a equidade de gênero e os direitos humanos.

Com 41 anos de atuação na formação de profissionais comprometidos com a Justiça e a cidadania, a FMP seguirá fiel aos seus princípios institucionais e ao respeito à dignidade humana”.

O QUE DIZ A ADVOGADA DAS VÍTIMAS

A advogada Gabriela Souza, que representa as mulheres que denunciaram o professor, afirmou, por meio de nota em suas redes sociais, que “todas as medidas judiciais cabíveis já foram tomadas” e que manifestações sobre o caso serão feitas somente às autoridades policiais e judiciais, inclusive em razão de uma medida protetiva vigente.

NOTA DA ADVOGADA GABRIELA SOUZA

A defesa das vítimas de Conrado Paulino da Rosa comunica através dessa nota à imprensa que todas as medidas judiciais cabíveis já foram tomadas e que, neste momento, se manifestarão apenas perante as autoridades policiais e judiciais, inclusive em razão de Medida Protetiva de Urgência vigente.

Unidas, incentivam a proteção de todos os direitos das mulheres e incentivam àquelas que possam estar vivendo relacionamentos abusivos a buscarem ajuda, denunciarem, entendendo que o silêncio protege apenas os agressores.

Desde já, repudiam o uso de qualquer estereótipo de gênero, comuns nas defesas de homens denunciados, e reafirmam aquilo que foi dito por Maria da Penha: a vida começa quando a violência termina.

As mulheres estão vivas na união, na voz e na força. A coragem de cada uma e de todas juntas é para que não existam próximas vítimas”.

O QUE DIZ O ADVOGADO DO PROFESSOR

O advogado Paulo Fayet, que defende Conrado, também divulgou nota, resumindo em poucas palavras, que tem a convicção da “inexistência de fatos penalmente relevantes” contra seu cliente, e afirma que o caso está sob sigilo.

Professor investigado se defende

Em nota divulgada em um dos seus perfis no Facebook, Conrado Paulino da Rosa diz ser inocente e que “não se pode esquecer que investigação não equivale à condenação“.

O professor e advogado também diz repudiar qualquer forma de violência contra a mulher e afirma ser “indispensável que haja responsabilidade na divulgação de informações sigilosas sem autorização”.

O QUE DIZ CONRADO PAULINO DA ROSA

Manifestação oficial publicada com responsabilidade, em respeito à verdade, à transparência e às pessoas envolvidas.

“Quem conhece minha trajetória de décadas, sabe do respeito que possuo pela minha profissão e como conduzo minha vida pessoal.

Confio que, com a apuração completa, após a minha oitiva e de minhas testemunhas, e a analise da documentação que será apresentada, a verdade dos fatos se sobressairá.

Confio no trabalho das Autoridades, pessoas técnicas e idôneas, mas ao menos por ora respeitarei o sigilo da investigação e evitarei qualquer outra forma de exposição desnecessária. O Dr. Paulo Fayet, profissional em quem confio e agradeço, já foi constituido e está adotando todas as providencias necessárias.

Por fim, não se pode esquecer que investigação não equivale à condenação. Muito menos enquanto ainda não formalizado o contraditório e ampla defesa, de sorte a ferir também a ampla presunção 0 inocência.

Repudio qualquer forma de violência contra a mulher e indispensável que haja responsabilidade na divulgação de informações sigilosas sem autorização”.

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