Paralelo 29

“Pior que o Polígono da Seca”, diz vice-governador no Estação 29 sobre estiagens no RS; veja como foi visita aos EUA para tratar de irrigação

Foto: Leonardo Fouchard/Ascom GVG

Em sua partição no podcast do Paralelo 29, Gabriel Souza antecipou viagem a Nebraska para conhecer tecnologias em irrigação

PARALELO 29/Com informações de Juliane Pimentel – Assessoria de Comunicação do Gabinete do Vice-Governador

“Toda vez que o Rio Grande do Sul enfrenta uma estiagem tem queda no PIB”. A declaração feita pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB) no Estação 29, podcast do Paralelo 29, no início do mês, quando esteve em Santa Maria, revela uma preocupação do Estado: as estiagens.

Na ocasião, Gabriel afirmou que 85% do território gaúcho, área que inclui Santa Maria, tem problemas de falta de chuva. As estiagens recorrentes prejudicam a economia gaúcha, sobretudo o agronegócio. Assim, uma aposta forte na irrigação seria a melhor estratégia para evitar perdas.

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Viagem a Nebraska, nos EUA

No bate-papo com José Mauro Batista e Rodrigo Dias, o vice-governador antecipoua viagem de uma comitiva gaúcha para Nebraska, nos Estados Unidos, para conhecer tecnologias de irrigação.

A missão oficial do governo gaúcho, liderada por Gabriel se encerrou na sexta-feira (24) e, segundo o balanço do vice-governador, resultou em “avanços para o fortalecimento das políticas públicas de irrigação e gestão de água no Rio Grande do Sul.

Em solo americano, a comitiva conheceu experiências e tecnologias de referência mundial em inovação agrícola e manejo sustentável da água. Durante uma semana, os gaúchos estabeleceram contatos. De concreto, o objetivo do governo gaúcho em ampliar as áreas irrigadas e garantir maior segurança hídrica ao agronegócio do Rio Grande do Sul.

“Firmamos uma cooperação técnica com uma das maiores referências mundiais em gestão da água, o Daugherty Water for Food Institute (Instituto Daugherty Água para Alimentos), e abrimos novas possibilidades de investimentos no setor da irrigação”, comemora Gabriel.

Segundo o vice-governador, a comitiva conferiu a importância de se aliar tecnologia, governança e sustentabilidade para enfrentar os desafios das estiagens. O aprendizado nos ajudará a aprimorar as políticas públicas e atrair novas parcerias para garantir segurança hídrica e produtiva ao Rio Grande do Sul.

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Acordo de cooperação técnica

O Termo de Engajamento assinado com a Universidade do Nebraska, referência mundial em gestão da água, foi um dos resultados mais promissores da missão.

O acordo, firmado por meio da Invest RS, prevê cooperação técnica, troca de dados e compartilhamento de pesquisas entre o Daugherty Water for Food Global Institute (DWFI) – Centro de Inovação em Água e Alimentos da universidade norte-americana – e instituições gaúchas.

“Essa parceria vai permitir acesso a informações de monitoramento e análise preditiva de ponta, fundamentais para o planejamento da irrigação de forma sustentável”, explicou Gabriel.

Os aprendizados da missão e as expectativas de novos desdobramentos a partir da parceria com a univerisade americana foram ressaltadas pelo secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum.

 “Neste último dia da missão, fizemos uma avaliação conjunta dos resultados, com a participação do professor Christopher Neale, da Universidade do Nebraska. Procuramos alinhar os próximos passos, como a criação de um comitê único para debater governança dos recursos hídricos, gestão integrada, otimização de programas de subsídio à irrigação e revisão de legislação”.

“Esta é uma grande oportunidade para levar estratégias e ideias que possam ser implementadas no Rio Grande do Sul, fortalecendo políticas públicas robustas e efetivas para os sistemas de irrigação, aumento da produtividade, geração de renda e segurança para os nossos produtores. O trabalho com universidades, empresas e governo permitirá a criação de soluções voltadas para a pequena propriedade, garantindo alimentação de qualidade, sustentabilidade e segurança alimentar”, avaliou o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti.

Potencial de investimento em irrigação

Além da parceria acadêmica, a comitiva visitou as sedes das duas maiores empresas de irrigação do mundo, Valley e Lindsay, ambas com interesse em ampliar operações no Brasil.

O vice-governador apresentou o potencial agrícola e tecnológico do Rio Grande do Sul e destacou programas estaduais que incentivam a expansão da irrigação, como o Irriga+RS e o Programa Supera Estiagem.

“Mostramos que o Rio Grande do Sul é um mercado promissor e tem potencial de investimento, pesquisa e desenvolvimento industrial. O Brasil é o maior mercado do mundo para irrigação depois dos Estados Unidos, e o Rio Grande do Sul é a região com maior necessidade de irrigação no nosso país”, avaliou Gabriel.  

O vice-governador compartilhou com os especialistas norte-americanos as políticas públicas de incentivo à irrigação que subsidiam até 20% do valor dos projetos, com limite de R$ 100 mil, o que tem mantido a indústria ativa e estimulado novos investimentos.

“Ainda irrigamos menos de 4% das lavouras de milho e soja, e ampliar essa área é uma decisão estratégica do governo”, afirmou.  

Outro ponto destacado por Gabriel foram os avanços recentes na simplificação do licenciamento ambiental para projetos de irrigação.

As mudanças implementadas nos últimos anos reduziram a burocracia e facilitaram a instalação de reservatórios e sistemas de pivô central nas propriedades rurais.

Além disso, o vice-governador ressaltou que ampliar a irrigação é um investimento de alto retorno econômico e social para o Estado.

Estiagens resultam em perdas anuais de R$ 40 bilhões

Gabriel lembrou que, segundo estimativas do setor produtivo, as perdas anuais com estiagens chegam a R$ 40 bilhões.

“Deixar de investir em irrigação custa muito mais caro do que investir. Cada real aplicado se traduz em mais produtividade, arrecadação e empregos. É uma política que se paga rapidamente e fortalece a base da nossa economia”, ressaltou.

A imagem apresenta um grupo de visitantes posicionado em frente a um grande galpão industrial de paredes metálicas claras. Todos vestem coletes de segurança fluorescentes com a inscrição “VISITOR”.
A primeira visita do grupo ocorreu na sede do grupo Valmont, em Valley (Nebraska), que reúne 31 marcas no portfólio – Foto: Leonardo Fouchard/Ascom GVG

A comitiva teve participação de representantes da Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), InvestRS, além de secretarias estaduais.

Comitiva

  • Vice-governador Gabriel Souza
  • Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi): secretário Edivilson Brum, chefe de Gabinete Joel Maraschin
  • Secretaria de Desenvolvimento Rual (SDR): secretário Vilson Covatti
  • Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema): secretário-adjunto Marcelo Camardelli, diretor de recursos hídricos Carlos José Sobreinho da Silveira
  • Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec): diretor-geral Roger Pozzi
  • Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul: deputado estadual Rafael Bragadeputado estadual Rafael Braga Librelotto (MDB)
  • Emater/RS-Ascar: presidente Luciano Schwerz
  • Invest RS: diretor Rodrigo Ribeiro, coordenador Agro Henrique Marcondes
  • Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam): diretor-técnico Gabriel Ritter
  • Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga): gerente da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural Luis Fernando Siqueira
  • Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs): consultor de agronegócio Mário Nascimento
  • Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja): presidente Irineu Orth

Texto: Juliane Pimentel/Ascom GVG
Edição: Secom

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