Mobilização nacional foi convocada após crimes recentes

Mulheres de diversas cidades brasileiras irão às ruas neste domingo (7) para denunciar o aumento do número de casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência que violam o direito das mulheres a viver com liberdade, respeito e segurança. 
Em Santa Maria, o ato ficou para o próximo sábado (13/12).
Já em Porto Alegre, mulheres realizaram uma grande manifestação no sábado (6/12) por conta do Festival Mulheres em Lutas Rio Grande do Sul (MEL-RS), que transformaram a capital gaúcha no epicentro do debate feminista desde sexta-feira (5/12).
O evento combinou política, cultura e mobilização, colocando na agenda de debates questões urgentes do país como a escalada de ódio e violência direcionados às mulheres nas redes sociais e seus desdobramentos que resultaram em feminicídios e tentativas de feminicídios.
Figuras públicas participaram do evento, inclusive de Santa Maria, como as vereadoras Alice Carvalho (PSOL) e Helen Cabral (PT), recentemente vítima de uma agressão na Câmara de Vereadores que teve ampla repercussão.
Mobilizadas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, as manifestações têm o objetivo de romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade. “Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas” é o lema das manifestantes.
Confira algumas das manifestações marcadas para este domingo
- São Paulo (SP): 14h, vão do Masp
- Curitiba (PR): 10h, Praça João Cândido (Largo da Ordem)
- Campo Grande (MS): 13h (horário local), Av. Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal)
- Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião
- Rio de Janeiro (RJ): 12h, Posto 5 – Copacabana
- Belo Horizonte (MG): 11h, Praça Raul Soares
- Brasília (DF) e Entorno: 10h, Feira da Torre de TV
- São Luís (MA): 9h, Praça da Igreja do Carmo (Feirinha)
- Teresina (PI): 17h, Praça Pedro II
Mlitar carbonizada
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país. Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos.
O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato. Ele está preso no Batalhão da Polícia do Exército.
Pernas mutiladas em SP e duplo feminicídio no Cefet-RJ
No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso por tentativa de feminicídio.
Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino que se matou em seguida.
Em um ano, 3,7 milhões foram vítimas de violência doméstica
Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero.
Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino.
Em 2025, Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um apelo para que haja um grande movimento nacional contra a violência de gênero. Ele cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade.
(Com informações da Agência Brasil)