ATU recebeu R$ 1,5 milhão da Prefeitura, pagou parte do 13º, mas ainda deve vale-alimentação
JOSÉ MAURO BATISTA – PARALELO 29

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Condutores de Veículos Rodoviários de Santa Maria e Região (Sitracover), Rogério Santos da Costa, não descarta uma greve dos trabalhadores do transporte coletivo urbano caso as empresas não paguem o vale-alimentação da categoria.
As empresas conseguiram pagar parte do 13º salário dos trabalhadores, que corria o risco de não ser pago em dia. Segundo o empresário Edmilson Gabardo, um dos diretores da Associação dos Transportadores Urbanos (ATU), serão pagos os trabalhadores da operação. Ou seja, motoristas e cobradores estão nessa lista.
O pagamento parcial do 13º salário ocorreu porque a Prefeitura de Santa Maria repassou R$ 1,5 milhão, o que corresponde a 10% do que o Município deve para as empresas. Desde março, a Prefeitura devia R$ 15 milhões para as empresas. Ainda deve R$ 13,5 milhões, segundo a ATU.
Para pagar o 13º e os vales-alimentação de todos os trabalhadores, Gabardo calcula que as empresas precisariam de R$ 4 milhões.
Rodoviários em pé de greve
Na manhã dessa quinta-feira (18/12), a Gerência Regional do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, chamou as empresas depois de ter sido acionada pelo Sitracover. Contudo, não houve evolução na reunião.
O líder dos rodoviários diz que a greve poderá ocorrer caso não sejam pagos os direitos dos trabalhadores. Agora, a preocupação da categoria é com os tíquetes-alimentação, que deveriam ter sido pagos até a última segunda-feira (15). O tíquete é de R$ 592 por trabalhador.
“A questão da greve a gente vai ver conforme vai andar a questão dos tíquetes, se vão pagar e quando vão pagar. Nada está descartado”, diz Rogério Costa.

