Paralelo 29

Caminhada e homenagens marcam os 13 anos da tragédia da Kiss; confira a programação de encerramento

Foto: Dion Ribeiro/Especial Paralelo 29

A partir das 17h30, Tenda da Vigília, no Centro de Santa Maria, sedia outros eventos, como mesas redondas sobre prevenção

A noite de segunda-feira (26/1) e a madrugada desta terça-feira (27/1) foram marcadas por homenagens às vítimas da boate Kiss, que está completando 13 anos.

Caminhada iluminada, acendimento de velas e orações fizeram parte da programação, no Centro de Santa Maria.

Velas foram acesas na Rua dos Andradas, no Centro de Santa Maria, onde ficava a boate. A programação segue nesta terça com palestras e debates sobre prevenção

INCÊNDIO

O incêndio na boate Kiss, na madrugada de 27 de janeiro de 2013, deixou 242 mortos. A maioria era jovem e estudava na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Na madrugada do incêndio, estudantes de cursos da área rural promoviam uma festa para arrecadar fundos para formatura. A banda Gurizada Fandangueira animava a festa. A casa estava superlotada.

Num determinado momento, um membro da banda acionou um artefato pirotécnico como parte do show. Faíscas atingiram o teto de espuma instalado para evitar barulho para os vizinhos. A espuma, feita de material tóxico, pegou fogo, espalhando uma fumaça mortal. O pânico se instalou na boate.

Na fuga desesperada, muitos jovens encontraram dificuldades para acessar a porta de saída. Segundo as investigações da Polícia Civil, a boate era uma “arapuca”.

Dezenas começaram a morrer sufocadas pela fumaça tóxica, outros foram pisoteados e sofreram queimaduras.

A tragédia da Kiss foi a maior tragédia do Rio Grande do Sul e o segundo incêndio com mais mortos no Brasil. A tragédia chocou o mundo, que voltou seus olhos para Santa Maria.

BUSCA POR JUSTIÇA

Treze anos depois, familiares ainda buscam justiça. Mães e pais ainda lutam pela responsabilização de quem tirou a vida de seus filhos e filhas. Amigos também ainda choram.

Um júri popular condenou, em 2021, dois donos da boate e dois integrantes da banda. Depois de muitas batalhas judiciais, no ano passado a Justiça gaúcha reduziu as penas dos réus, que já gozam de benefícios, inclusive da liberdade.

O inquérito da Polícia Civil, em 2013, apontou que mais pessoas, inclusive autoridades, teriam responsabilidade pelo que ocorreu, principalmente por falhas graves na fiscalizaçao.

Atualmente, o caso está novamente nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) devido a um recurso do MInistério Público do RS contra a redução de penas.

PROGRAMAÇÃO DE ENCERRAMENTO

Terça-feira (27)
(Todas as atividades na Praça Saldanha Marinho)

  • 17h30min – Abertura
  • 17h45min – Leitura dos nomes das 242 vítimas fatais do incêndio
  • 18h – Vídeo retrospectiva cronológica
  • 18h10min – Mesa 1:  Segurança contra incêndios: da norma à vida, com Fabrício Bolina, engenheiro civil e professor da Escola de Engenharia da UFRGS; João Vivian, engenheiro civil e diretor do Sindicato dos Engenheiros (Senge); e Rogério Lin, representante da Associação Brasileira de Proteção Passiva Contra Incêndio (ABPP)
  • 19h – Messa 2: Quando a dor vira linguagem, com Bruna Ozório, psicanalista, mestre em psicologia e escritora; Carlos Latuff, chargista e ativista político brasileiro; e Sandra Fagundes, psicanalista e mestra em educação
  • 19h50min – Mesa 3: Lançamento do Alerta Kiss – Informação que salva, com Luiza Mathias, sobrevivente do incêndio e integrante do Coletivo Kiss: que não se repita; Mary Pereira, integrante do Coletivo Kiss: que não se repita; e Rosito Borges. Engenheiro de Segurança do Trabalho e Bombeiro Civil

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