Roseli Vanda Pires Albuquerque, de Nova Prata, foi assassinada pelo ex-marido, que se suicidou
O governador Eduardo Leite (PSD) gravou vídeo comentando o feminicídio que vitimou Roseli Vanda Pires Albuquerque, diretora-administrativa da Secretaria Estadual de Esportes e Lazer. Roseli, que foi vereadora do PSD em Nova Prata, foi assassinada pelo ex-marido na madrugada deste sábado (21/2), em seu apartamento, no Centro da cidade.
Ari Albuquerque, o ex-marido, foi encontrado morto, o que indica que ele cometeu suicídio. O caso ainda será investigado pela Polícia Civil, mas tudo indica que ele matou a ex-mulher e se matou.
Conforme apuração preliminar, o crime ocorreu por volta das 3h30min. Momentos antes de ser morta, Roseli mandou uma mensagem para a mãe dela.
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Em 2017, houve um BO por violência doméstica envolvendo o casal, segundo Eduardo Leite
O casal manteve o casamento por 28 anos e estava em processo de separação. Não há registros recentes de Medidas Protetivas de Urgência. Contudo, segundo o próprio governador do Rio Grande do Sul, em 2017, houve registro de uma ocorrência de violência doméstica.
Apesar de não estarem mais morando juntos, Ari ainda possuía as chaves do apartamento. A morte de Roseli foi o 17º feminicídio este ano no Rio Grande do Sul. Somente em fevereiro foram registrados seis casos, um deles em Cacequi, na Região Central.
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Defensora dos direitos da mulher
Segundo o governo gaúcho, Roseli era servidora dedicada do Estado e tinha uma trajetória consolidade na vida pública.
Além de atuar na diretoria-administrativa da SEL (Secretaria de Esportes e Lazer), foi vereadora por dois mandatos em Nova Prata, onde era reconhecida pelo trabalho voltado à inclusão de pessoas com deficiência e à defesa dos direitos das mulheres.
Em sua mensagem, Leite diz que os números de feminícidios no Rio Grande do Sul são assutadores e servem de alerta a todos.
“Depois de anos em que conseguimos reduzir esse tipo de crime no Rio Grande do Sul, os casos voltaram a crescer em 2025 e seguem em alta neste início de 2026. Isso é inaceitável. Isso é revoltante. Não podemos normalizar”, afirmou o governador, reiterando que o feminicídio é fruto do machismo e da “ideia absurda de posse” sobre a vida das mulheres.
Confira aqui a íntegra da matéria sobre o caso publicada no site do governo do Estado.
(Com informações do governo do RS)

