Questão salarial e reforma da Previdência motivam mobilização do funcionalismo
PARALELO 29
Organizado por sindicatos ligados ao funcionalismo (Professores, Municipais e Fiscais), o ato público desta quarta-feira (1º/4) chama a atenção para a situação financeira da Prefeitura, pelo não reposição inflacionária dos salários e contra os projetos de lei da Reforma da Previdência que estão na Câmara de Vereadores desde o ano passado.
Os três sindicatos fizeram convocações nas redes sociais. Ainda pela manhã, manifestantes se reuniram na Praça Saldanha Marinho. Depois, seguiram até o Centro Administrativo Municipal, sede da Prefeitura, para a realização de um protesto com carro de som.
Contra reforma
A questão previdenciária mobilizou as categorias no ano passado, com várias mobilizações que ganharam as ruas a partir de abril.
No segundo semestre, o prefeito Rodrigo Decimo (PSD) enviou à Câmara um conjunto de projetos de lei propondo mudanças na legislação previdenciária.
As categorias reagiram a perdas e ao aumento das alíquotas de contribuição previdenciária e passaram a pressionar os vereadores da base governista.
Pauta trancada
No final do ano, o prefeito e a Câmara trancaram a tramitação dos projetos para, segundo a Prefeitura, novas rodadas de negociação com os sindicatos.
A ideia do governo é que a Reforma da Previdência seja retomada e aprovada em 2026. A Prefeitura alega que os repasses feitos ao Ipasp, que é o instituto de previdência municipal, para cumprir um rombo de cerca de R$ 4 bilhões, sufoca o orçamento de Santa Maria, tirando recursos para áreas essenciais, como saúde, por exemplo.
Os sindicatos contestam e afirmam que o governo Decimo quer que o funcionalismo pague a conta do que afirmam ter sido uma irresponsabilidade fiscal no governo passado, no qual o atual prefeito era vice.

