Paralelo 29

Morador de Vila Nova do Sul é condenado a mais de 17 anos de prisão por produzir, armazenar e divulgar imagens de abuso sexual infantil

Foto: Divulgação

Justiça também condenou abusador a pagar indenização de R$ 100 mil por dano moral

Um homem de Vila Nova do Sul, na Região Central, denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), foi condenado a 17 anos, 9 meses e 3 dias de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de produção, armazenamento e divulgação de imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes.

A sentença também fixou indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 100 mil, a ser destinada ao Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do RS, além de manter a prisão preventiva do condenado.

A atuação do MPRS no caso foi conduzida pelo promotor de Justiça Guilherme Machado Barboza, desde o oferecimento da denúncia, passando pela audiência de instrução e apresentação de memoriais.

Como os crimes foram descobertos

Conforme a decisão judicial, o conjunto probatório demonstrou que o condenado produziu e dirigiu a criação de material pornográfico envolvendo crianças, além de armazenar e compartilhar grande quantidade de imagens e vídeos de abuso sexual infantil por meio de aplicativos de mensagens.

Os crimes foram descobertos a partir da análise de aparelhos eletrônicos do investigado, fato que deu início à apuração policial e, posteriormente, à ação penal proposta pelo MPRS.

O promotor Guilherme Machado Barboza — atualmente na Promotoria de Justiça de São Borja — sustentou que as provas colhidas ao longo da instrução confirmaram a materialidade e a autoria dos crimes, ressaltando a gravidade das condutas e o impacto coletivo causado pela exploração sexual infantojuvenil.

A Justiça acolheu, em sua maior parte, a denúncia do MPRS, reconhecendo a responsabilidade penal do acusado e fixando, além da pena privativa de liberdade, a indenização por dano moral coletivo, como forma de reparação à sociedade e de fortalecimento das políticas públicas de proteção à infância e à adolescência.

(Com informações do MPRS)





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