Edifício de 14 andares mais térreo e sobrelojas foi concluído em 1959
JOSÉ MAURO BATISTA – PARALELO 29
O Edifício Taperinha, no início da Rua do Acampamento com a Rua Alberto Pasqualini, no Centro de Santa Maria, chama a atenção pela imponência.
Construído na década de 50 do século passado, o Taperinha é um símbolo da modernidade. Foi um dos primeiros prédios de moradia em apartamento lançado ao público por meio de estratégias de marketing, conceito à época já em voga nos grandes centros do país.
Esse grande empreendimento resultou na criação da Sociedade Edifícios Unidos de Santa Maria, entidade que viabilizou sua construção.
O PROJETO

Projetado pelos arquitetos Battistino Anele e Claudio Machado Rizzato, o Taperinha reinou absoluto, durante anos, como o prédio mais alto de Santa Maria.
Em 1955, a obra foi iniciada sob a responsabilidade da Construtora Tedesco, de Porto Alegre, sendo concluída em 1959.
Com seus 14 andares, mais o térreo e as sobrelojas, o Taperinha marcou a transição para uma nova fase urbanística.
Coube ao Taperinha firmar em Santa Maria um tipo de arquitetura que ganhou espaço nas grandes cidades brasileiras a partir de 1930: a construção de prédios residenciais ou estritamente comerciais.
HISTÓRIA CONTADA NO PODCAST ESTAÇÃO 29
Em abril do ano passado, o empresário da construção civil Manoel Francisco da Silva, o Manoelzinho, de 94 anos, contou um pouco da história do Taperinha no Estação 29, podcast do Paralelo 29. Confiraacima o podcast com Manoelzinho.
Na época da construção, Manoelzinho trabalhou como funcionário da obra, sendo encarregado do controle de material e dos operários. A função era chamada de “apontador de obra”.
Depois dessa experiência, Manoelzinho montou uma ferragem e, logo em seguida, começou sua trajetória como empresário da construção civil. O Taperinha foi uma grande experiência para o futuro empreendedor.
Este texto tem informações do livro “Apontamentos sobre a história da arquitetura de Santa Maria”, uma obra organizada por Vani Terezinha Foletto com pesquisa e textos de Janea Kessler, Nilda Aparecida Jacks e Edir Lúcia Bisognin, todas professoras universitárias. A publicação, pela Lei do Livro da Câmara de Vereadores, é de 2008.