Paralelo 29

Prefeitura encaminha projeto à Câmara sobre o Inclusão Mais, que institui o Programa de Formação de Monitores

Foto: Marcelo Oliveira, Secom, PMSM

Iniciativa busca auxiliar demanda da Secretaria de Educação em atender crianças que precisam de acompanhamento

JOYCE NORONHA – SECOM – PMSM

A Prefeitura de Santa Maria encaminhou nesta quinta-feira (23) à Câmara de Vereadores o projeto de lei do Inclusão Mais, que institui o Programa de Residência em Formação de Monitores, denominado Inclusão Mais, na Secretaria de Educação.

A iniciativa tem o propósito de formar monitores para atuar na Educação Especial nas escolas da Rede Municipal de Ensino.

O prefeito Rodrigo Decimo pontua que o programa tem objetivo de reduzir a falta de profissionais nas escolas e garantir mais inclusão e qualidade no ensino.

“Serão novos e mais profissionais, remunerados, que vão acabar com esse problema histórico no nosso Município que é a falta de monitores nas escolas. Esse é um projeto inovador, uma demanda que estamos atendendo com responsabilidade. Estamos tratando de formar, de capacitar e de qualificar profissionais na área da Educação Especial. Estamos preocupados em cuidar das nossas crianças”, assinala.

A vice-prefeita Lúcia Madruga destaca que a proposta busca desenvolver melhor trabalho pedagógico com alunos da Educação Especial e dar mais suporte e segurança às famílias destes alunos.

“Acompanho esse tema com muita dedicação e empenho desde o meu período como secretária de Educação. É uma demanda que ajudei a construir e que agora estamos vendo sair do papel. Esse é um programa transformador, que vai fazer a diferença na vida das pessoas: das famílias e dos alunos que precisam do suporte da monitoria; dos professores, que poderão desenvolver melhor o trabalho pedagógico e as atividades do dia a dia; e dos próprios monitores, que além de receberem formação, serão preparados de forma contínua para atuar na inclusão escolar”, reforça Lúcia.

Modelo

A proposta tem como modelo uma residência, com formação teórica e prática dentro das escolas, ao longo de até 3 anos. Os monitores vão dar apoio direto aos alunos com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras necessidades, ajudando na aprendizagem, na comunicação e nas atividades do dia a dia.

A iniciativa prevê formação teórica e prática na escola, com duração de até 36 meses, divididos em três ciclos progressivos, com evolução por etapas.

Os monitores vão atuar no apoio pedagógico e mediação em sala; auxílio em comunicação, mobilidade e acessibilidade; suporte em atividades básicas (alimentação, higiene, locomoção); e trabalho integrado com professores e equipe escolar.

Poderão participar pessoas com 18 anos ou mais e com Ensino Médio completo, selecionadas por processo seletivo. O programa ofertará bolsa-auxílio, sendo a remuneração conforme o ciclo em que o participante estiver passando.

O projeto de lei deve passar por apreciação da Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Lazer da Câmara de Vereadores antes de ser votado no plenário da Casa.

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