Músico deixou sua marca na música missioneira e na defesa dos povos indígenas
O Rio Grande do Sul se despede nesta sexta-feira (29) um dos principais nomes da música nativista.Pedro Ortaça, o último dos quatro troncos missioneiros, morreu aos 83 anos. Ortaça levou a cultura das Missões Jesuíticas para todo o Brasil e para o mundo, Ao lado de Noel Guarany, Jayme Caetano Braum e Cenair Maicá, formava o quatro troncos missioneiros
Nascido em São Luiz Gonzaga, um dos Sete Povos das Missões, Ortaça estava internado no Hospital de Clínicas de Ijuí, na Região Noroeste do estado. Ele havia passado por uma cirurgia na quinta-feira (28). Segundo familiares, ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias e faleceu na madrugada desta sexta-feira.
Há um ano ele apresentava sérios problemas de saúde por conta do diabetes e problemas vasculares, chegando a ter uma perna amputada. Dono de uma rica discografia, Ortaça é autor de músicas bastante conhecidas, entre elas “Timbrede Gal” e “Bailanta do Tibúrcio” Segundo o G1RS, sua última canção foi “Pena Guarany”, em parceria com o filho Gabriel Ortaça, formado em música na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e que, com a família, segue o legado do pai.
Ortaça era um defensor da luta dos povos indígenas, destacando essa bandeira em muitas de suas canções Também abraçou a causa dos menos favorecidos.
Sua última visita a Santa Maria ocorreu em abril do ano passado, quando a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) lhe concedeu o título de “Doutor Honoris Causa”. Em outubro passado, foi a vez de a Universidade Federal do Pampa (Unipampa) oferecer a mesma homenagem,
Vida difícil
Pedro Marques Ortaça nasceu em Pontão de Santa Maria, localidade do interior de São Luiz Gonzaga, em 29 de junho de 1942 Conforme reportagem da Rádio São Luiz, a avó paterna, Felicidade Ortaça, era de descendência guarani.
Uma praga de gafanhotos destruiu a lavoura do pai e Pedro Ortaça se viu obrigado a buscar a sobrevivência na cidade O pai virou barbeiro e Pedro foi trabalhar em diversas atividades.
Na década de 1960, Pedro Ortaça montou uma dupla sertaneja com João Máximo: Canário & Canarinho. Mais tarde envereda pela música nativa do Rio Grande do Sul. Leia aqui a reportagem da Rádio São Luiz
(Com informações do G1RS e da Rádio São Luiz)
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