O santa-mariense Giuseppe Riesgo (Novo) foi o deputado estadual do interior gaúcho mais econômico da Assembleia Legislativa em 2019.
Riesgo, conforme o Portal da Transparência, conseguiu economizar 79,8% da sua verba de gabinete. Desde que assumiu, em 2019, ele já economizou mais de R$ 1,5 milhão.
A economia rendeu uma boa quantia para os cofres públicos e é pelo menos simbólica, embora se saiba que ações individuais, paliativas e bem intencionadas não resolvem os problemas do Rio Grande do Sul, ainda que possam ajudar.
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No entanto, até para que essas iniciativas como essas não sejam vistas como demagogia, caberia à Assembleia Legislativa rediscutir gastos exagerados e supérfluos, incluindo os três Poderes.

E nesse sentido, Riesgo é autor, juntamente com outros 19 deputados, de uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) para estabelecer um teto de gastos nas despesas públicas por 20 anos.
Pela proposta, as despesas do governo estadual, do Judiciário e da Assembleia Legislativa teriam um limite que obedeceria critérios como o crescimento das receitas estaduais.
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Recursos mínimos garantidos para saúde, educação e infraestrutura
Os autores garantem que os recursos mínimos para saúde e educação não serão atingidos, assim como investimentos em infraestrutura.
O Novo, uma das siglas que assina o projeto, calculou uma economia de cerca de R$ 470 milhões por ano, caso a proposta seja aprovada.
Não é pouca coisa, pois equivale a mais da metade do orçamento de Santa Maria para 2021, que é de R$ 855 milhões.
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Devagar com a tesoura, deputados!
A PEC é uma medida estrutural, portanto bem mais profunda que a economia que alguns deputados fazem individualmente.
No entanto, os deputados terão que ter cuidado para não repetir filmes antigos de cortes de gastos que possam acabar prejudicando a população que mais precisa.
Cortar privilégios no topo da pirâmide, rever eventuais incentivos a quem não precisa e ajustar parcerias em que o Estado pouco sai ganhando são algumas questões que podem resultados maiores e mais justos.
Mesmo que seja uma questão urgente, tem que haver prioridades e equilíbrio.
Não para pegar a tesoura e sair cortando tudo às pressas. Todo o tecido social tem que ajudar a definir onde cortar e, também, participar da costura que redesenhará a nova roupagem do Estado.
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Dia histórico para a Quarta Colônia
A última segunda-feira, 11 de janeiro de 2021, foi um dia histórico para a Quarta Colônia. Pela primeira vez, pelo menos nos últimos anos, a região de imigração italiana passa a ter um deputado.
O feito é de Beto Fantinel, suplente pelo MDB, que assumiu uma cadeira na Assembleia Legislativa em razão de vaga aberta com a eleição de dois emedebistas como prefeitos. Ele afirma ser o primeiro deputado da história da Quarta Colônia.
Beto, que fez 29.753 votos em 2018, ficou na quarta suplência do MDB e dependeu, ainda, da renúncia da Comandante Nádia Gehard, hoje do Democratas, que era terceira suplente e preferiu continuar na Câmara da Capital para a qual foi reeleita.

O titular da cadeira ocupada, agora, por Beto Fantinel é Juvir Costella (MDB), que está no comando da Secretaria Estadual de Logística e Transporte.
O desafio é fazer um bom mandato nesse período se o emedebista quiser trilhar um caminho mais longo na política.
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Ex-prefeito de Agudo na assessoria
O fato é que, além de Dona Francisca, sua terra natal, e a Quarta Colônia, Beto Fantinel passa a representar também Santa Maria, onde tem seu título eleitoral, e a Região Central como um todo.

Para assessorá-lo na Assembleia, ele levou, entre outros, nomes experientes, como o ex-prefeito de Agudo Valério Trebien (MDB), que é o chefe de Gabinete.
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Pluralidade é bom, e há pautas de interesse geral da região
No Parlamento estadual, Beto Fantinel soma-se a dois santa-marienses: o veterano Valdeci Oliveira (PT) e o novato Giuseppe Riesgo (Novo). O petista, inclusive, será o próximo presidente da Assembleia Legislativa.

Como o estreante é do MDB, aumenta a pluralidade dos representantes da região na Casa legislativa.
Essa diversidade, no entanto, não impede que os três deputados defendam algumas pautas em comum, que são aquelas de interesse geral, como, por exemplo, a duplicação Faixa Nova de Camobi.
E, é lógico, o assunto mais urgente: a defesa para que a vacina contra a Covid-19 chegue o mais rápido possível para os gaúchos e em doses suficientes para imunização.
Eis aí um desafio lançado ao trio, especialmente a Fantinel, que faz sua estreia no Parlamento estadual e é muito bem articulado com os prefeitos da Região Central.
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MDB regional recupera espaço. E vai brigar para mantê-lo e, talvez, ampliá-lo
O MDB local retoma o espaço que perdeu na Assembleia Legislativa. Durante anos, seu representante foi Cezar Schirmer, que chegou a ser deputado federal.
O partido nunca conseguiu eleger mais ninguém na região, apesar das tentativas. E Beto Fantinel pretende agarrar com unhas e dentes esse espaço conquistado.
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Fantinel cava espaço e vai de novo disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa
Por isso, já é certo que ele vai concorrer novamente a deputado estadual no ano que vem.
Não vai se arriscar a uma disputa bastante incerta para a Câmara dos Deputados. Não vale a pena trocar uma situação um tanto cômoda, apesar de difícil, por algo duvidoso.
Para isso, Fantinel já vem costurando sua candidatura por Santa Maria e região dentro do MDB, e contabilizando, se não apoios, pelo menos obtendo respostas de que não há interesse em concorrer.
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Teoricamente, há outros nomes para entrar na disputa. Teoricamente
Sempre há eventuais pré-candidatos, mas Fantinel tem ampla vantagem pelo fato de agora ser deputado, mesmo que numa condição interina.
Teoricamente, o MDB teria nomes para bancar outra candidatura estadual . E eles estariam em sua bancada na Câmara de Vereadores.
O mais provável seria Tubias Calil, que já foi candidato ao cargo, mas também tem seu colega Adelar Vargas, o Bolinha, em segundo mandato. Mas tudo isso é especulação.
Há quem acredite que o ex-vereador Francisco Harrisson, Dr Francisco, também esteja nessa lista.

No entanto, muitos esquecem – ou não sabem – que Harrisson entrou na política pelas mãos de Fantinel.
E, por isso, Harrisson deve apoiar seu padrinho político. Assim, com exceção da candidatura de Fantinel, o resto não passa de mera especulação. E só. Somente só!
Além do mais, quem diz que o deputado da Quarta Colônia, agora com domicílio eleitoral em Santa Maria, não pensa em concorrer a prefeito?
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E para a câmara dos Deputados?
Bom, aí já é outra conversa..
Nesse cenário, algum prefeito ou ex-prefeito da região também poderá se apresentar para a empreitada. Ou, ainda, os vereadores citados. Até mesmo para fazer uma dobradinha regional com Fantinel.
Ou, quem sabe, o próprio ex-vereador Harrisson, que concorreu ao cargo em 2018. Mas e a questão da grana para bancar uma campanha federal?
Redundantemente, a única coisa certa, hoje, é que há pouca coisa certa em se tratando de MDB santa-mariense.

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