O Rio Grande do Sul pretende começar a campanha de vacinação contra a Covid-19 “até quinta-feira (21)”, conforme declarou o governador Eduardo Leite (PSDB) neste domingo (17), dia em que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford.
Já o secretário da Saúde de Santa Maria, Guilherme Ribas, disse na última quarta-feira (14), que a prefeitura está preparada para iniciar a vacinação na quarta-feira (20), data prevista pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em reunião com prefeitos de todo o Brasil.
Mas quantas doses, afinal, serão disponibilizadas para o RS e para Santa Maria, uma vez que o país só dispõe de 6 milhões de doses e ainda aguarda 2 milhões de doses da Índia?
RS ultrapassa meio milhão de casos de Covid
Anvisa autorizou uso emergencial de duas vacinas, mas só a Coronavac já tem doses
Das duas vacinas que a Anvisa autorizou o uso emergencial, apenas a Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinavac em parceria com o Instituto Butantan, dispõe de doses imediatas. E elas são poucas: 6 milhões para uso imediato.
Quanto à vacina de Oxford, que foi a aposta do governo federal, sequer chegou ao Brasil. A Índia, onde estão as doses, interrompeu missão brasileira nessa semana, argumentando que, primeiro, iria começar a vacinar sua população
A vacina de Oxford, desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, será fabricada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Brasil aguarda 2 milhões de doses da Índia.
Santa Maria continua em bandeira vermelha, que toma conta do RS
No RS, governo diz estar tudo preparado
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) distribuiu às 18 coordenadorias regionais, desde dezembro, 43 novas câmaras frias para a conservação de vacinas, antecipando a logística para a vacinação contra a Covid-19.
Ao todo, são 96 equipamentos em funcionamento nas regionais da SES, cobrindo todos os municípios gaúchos. Somada à estrutura da Central Estadual de Distribuição e Armazenamento de Imunobiológicos (Ceadi), em Porto Alegre, a capacidade total de armazenamento é para até 10 milhões de doses.
“Amanhã mesmo deve começar a distribuição da primeira [vacina] aos estados. Vacinação, assim, possível de ser iniciada até o dia 21 (talvez 20). O RS está pronto! #vacinaJÁ. Nossa Rede de Frio, a logística de distribuição para as coordenadorias regionais de saúde, as seringas agulhadas… tudo pronto para o início da imunização no estado”, disse o governador nas redes sociais neste domingo.
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Secretária Arita espera governo federal informar número de doses
A secretária de Saúde do RS, Arita Bergmann, disse que o próximo passo é o Ministério da Saúde informar quantas doses da Coronavac serão distribuídas aos Estados.
“Tão logo chegue no RS, conforme já anunciado, precisamos de um tempo para fazer a redistribuição para cada uma das 18 regionais de saúde. Há uma perspectiva de que, chegando no dia 18 (nesta segunda), as doses sejam entregues no dia 19 e, no dia 20, seja feita a aplicação da primeira dose em Porto Alegre e nas sedes das coordenadorias”, disse a secretária.
Santa Maria diz estar preparada para iniciar vacinação
RS diz ter agulhas suficientes
Em relação às agulhas e seringas, a SES terminou 2020 com um estoque de 4,5 milhões de seringas, e foram adquiridas, por registro de preços, mais 10 milhões de seringas agulhadas. A entrega desses insumos aos municípios será escalonada e integrada com a distribuição da vacina.
Também há cerca de 1,8 mil salas de vacinas em todo o Estado. Em cada município, a gestão local poderá definir as melhores formas de vacinar sua população e evitar aglomerações, como indicar locais e horários que funcionem melhor para cada realidade.
De acordo com o Plano Nacional de Imunização, os grupos prioritários para a campanha são profissionais na linha de frente em contato direto com o vírus, como pessoas que trabalham em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), centros de triagem e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Também entram nesse grupo idosos em lares de longa permanência; idosos fora desses lares escalonados por faixa etária (mais de 80 anos; de 75 a 79 anos; de 70 a 74 anos); indígenas e quilombolas. A estimativa é que cerca de 1 milhão de pessoas façam parte dessas populações no Estado.
(Com informações do governo do RS e da Agência Brasil)

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