O primeiro lote com cerca de 90 litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para a produção da vacina Oxford-AstraZeneca contra a covid-19 já está no Rio de Janeiro. Com esse material, é possível produzir 2,8 milhões de doses do imunizante.
O material chegou às 18h17min deste sábado (5) ao terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim-RIOGaleão, na zona norte da cidade.
O voo saiu de Xangai, na China, e fez escala em Luxemburgo. Do aeroporto do Rio, o IFA será levado, com escolta da Polícia Federal, em um caminhão frigorífico para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também na zona norte.
Nesse local, o material seria recebido pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e pela presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.
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Previsão é de 2,8 milhões de doses num primeiro momento
Segundo a Fiocruz, o lote do IFA, armazenado a 55ºC negativos, é suficiente para a produção de 2,8 milhões de doses.
Além disso, até o fim deste mês a Fiocruz receberá mais dois lotes para fabricar, ao todo, 15 milhões de doses.
Em princípio, haveria duas remessas do ingrediente para o Brasil neste mês, o que foi alterado para três lotes.
A fundação informou que a divisão da remessa inicial em três lotes foi para otimizar o início da produção industrial, garantindo a fabricação dos lotes necessários à validação do processo produtivo. Os próximos lotes virão, ainda neste mês, com previsão para os dias 23 e 28.
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Fiocruz prevê entregar 15 milhões de doses da vacina em março
Com a chegada do IFA, a previsão da Fiocruz é entregar, em março, 15 milhões de doses da vacina ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. A primeira entrega, com 1 milhão de doses, deverá ocorrer na semana de 15 a 19 de março.
De acordo com a Fiocruz, mesmo que ocorram ajustes no início do cronograma, a produção será redefinida ao longo dos primeiros meses para que seja mantida a meta de 100,4 milhões de doses até julho deste ano.
O cronograma prevê que o envase em fevereiro e no início de março contará com uma linha em operação, com capacidade para 700 mil doses por dia.
No final de março entrará em operação a segunda linha, que vai possibilitar o envase de até 1,3 milhão de doses diárias.
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Entregas em abril serão de 27 milhões de doses
Pelos cálculos da Fiocruz, com essa produção, as entregas em abril vão atingir, aproximadamente, 27 milhões de doses.
Além da produção a partir do IFA, a Fiocruz mantém a estratégia paralela para importação de mais vacinas prontas, principalmente durante os primeiros meses de fabricação.
Até junho, a Fiocruz vai receber 14 lotes de insumo para a produção de 100,4 milhões de doses. Já com a liberação de exportação pelas autoridades chinesas dessa primeira remessa de IFA, os próximos embarques têm os trâmites alfandegários garantidos.
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Próximo passo será a incorporação tecnológica
O próximo passo é a incorporação tecnológica para a produção nacional do IFA na planta industrial do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) a partir do mês de abril.
“A previsão é de que a validação dos processos do IFA nacional esteja concluída em julho, para que então seja solicitada a inclusão do novo local de fabricação do insumo no registro da vacina. Com isso, a partir de agosto, a Fiocruz já começará a entregar vacinas 100% produzidas em Bio-Manguinhos/Fiocruz”, afirmou a fundação.
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Fundação já tem os segredos industriais
Com a chegada do primeiro lote do IFA neste sábado, o descongelamento do ingrediente começará na quarta-feira (10), o que vai permitir a formulação do lote de pré-validação dois dias depois, para garantir que o processo esteja totalmente adequado à produção da vacina.
Os segredos industriais que garantem a formulação correta já foram compartilhados com a Fiocruz.
Entre os dias 13 e 17 será a fase de envase, recravação, revisão, rotulagem, embalagem e controle de qualidade do produto. No dia 18 está prevista a liberação interna do primeiro lote para a aprovação da Anvisa.
(Com reportagem de Graça Adjuto, da Agência Brasil)

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