A prefeitura de Santa Maria gastou cerca de R$ 106,8 mil em medidas paliativas para combater o coronavírus, como ações de sanitazação e em carros de som para orientar a população.
Somente com a sanitização de espaços públicas a prefeitura investiu R$ 47,1 mil. Em 2020, o Executivo Municipal realizou mais de 100 dessas ações.
Em carros de som para orientar a população, medida adotada principalmente no início da pandemia, a prefeitura gastou R$ 59,7 mil.
O Paralelo 29 obteve essas informações enviando questionamentos à prefeitura sobre ações adotadas principalmente no primeiro da pandemia.
Nesta terça-feira, 11 de abril, Santa Maria ultrapassou a marca de 600 mortes devido à Covid-19.
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Carros de som nas ruas e desinfecção de locais de fluxo
Juntamente com medidas restritivas e sanitárias, como uso de máscara e higienização das mãos com álcool em gel, a prefeitura sanitizou a cidade e colocou carros de som nas ruas para informar a população.

As respostas da prefeitura se referem ao período compreendido entre abril de 2020 e 19 de abril deste ano, quando a Secretaria de Gestão e Modernização Administrativa enviou o material ao site.
Conforme a secretaria, a prefeitura realizou mais de 100 ações de sanitização em 2020, tanto por meio de doações de empresas quanto por compra de insumos pelo governo municipal.
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Produto para sanitizar
Também houve a contratação, por meio de licitação de 152 mil metros quadrados de aplicação de um produto saneante.
Esse produto foi aplicado em áreas de hospitais, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em ruas e avenidas da cidade com maior circulação de pessoas. O custo total foi de R$ 47.180,80.
O Município adotou medidas paliativas logo nos primeiros dias da pandemia, quando a prefeitura decretou medidas restritivas, entre elas o fechamento do comércio não essencial.
Assim, carros de som, alguns da Guarda Municipal, saíram às ruas para informar a população sobre o novo vírus que chegara ao mundo naquele início de 2020.
Por meio desse serviço, o poder público orientou as pessoas a manterem o isolamento e o distanciamento social.
Na época, estados e municípios decretaram quarentenas, apelando para as pessoas ficarem em casa.
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Uso obrigatório da máscara começou mais tarde
O uso de máscara só passou a ser recomendado mais tarde. De forma obrigatória, a máscara entrou no dia a dia dos santa-mariense a partir de 1º de outubro de 2020.
A partir desse dia, entrou em vigor a Lei da Máscara proposta pelo Executivo e aprovada pela Câmara de Vereadores.
De abril de 2020 a 19 de abril de 2021, a prefeitura gastou R$ 59.735,14 em carros de som, totalizando 410 horas, sendo que a hora custa custa R$ 150.
Com medo da Covid-19, uma doença nova e desconhecida, a população entendeu o recado e ficou em casa, como recomendado na época.
Quem andava pelas ruas era orientado, pelos carros de som, a manter o distanciamento e, principalmente, a evitar aglomerações.
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Medidas surtem efeitos e não estão descartadas, diz prefeitura
Com a flexibilização gradual de diversas atividades a partir de meados do mês passado, as aglomerações voltaram a ocorrer com mais frequência, principalmente nas paradas de ônibus.
Diante do cenário atual, em que a pandemia está estabilizada em números ainda elevados, o Paralelo 29 questionou a prefeitura de Santa Maria sobre a eventual adoção dessas medidas, novamente, e sobre a sua eficácia.
Em relação às ações de sanitização, a prefeitura informou que, neste ano, elas foram realizadas por empresas privadas em parceria com o Executivo sem custos para os cofres municipais.

O Executivo abriu nova licitação para empresas se cadastrarem para realizar as sanitizações, porém, como não houve interesse no cadastro, o serviço ficou momentaneamente suspenso.
Quanto à eficácia, a prefeitura informou que as duas medidas – carros de som e sanitização – surtiram efeitos e não estão descartadas, contudo são adotadas “de forma estratégica”.
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Fiscalização tem dificuldades para conter aglomerações
Uma das apostas da prefeitura é a Patrulha da Máscara, que percorre espaços públicos para orientar e distribuir máscaras.

De acordo com a prefeitura, há dificuldades de fiscalização das aglomerações, principalmente pela falta de conscientização das pessoas.
“Por maior que seja o contingente de agentes públicos escalados para realizar essas ações, o comportamento social dos cidadãos, que não compreendem a necessidade de evitar a formação de aglomerações, ocorre em escala consideravelmente maior do que a capacidade de os servidores permanecerem em todos os locais de grande circulação para proceder com esse controle”, diz a prefeitura.
Quanto ao uso de máscaras – ainda se vê muita gente nas ruas sem a proteção facial ou com ela colocada de forma errada -, a prefeitura explica que o controle é feito pela força-tarefa da Fiscalização Municipal Integrada.
Esse trabalho, conforme a prefeitura, ocorre diariamente, nos três turnos, de forma separada e complementar das ações da Patrulha da Máscara.
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586 abordagens após Lei da Máscara
De outubro de 2020 – quando a Lei da Máscara entrou em vigor – até abril deste ano, foram realizadas 586 abordagens para uso correto de máscaras.

No período também houve a distribuição de mais de 2,5 mil itens de proteção facial em diversos locais da cidade.
Afora as ações da Patrulha da Máscara e da força-tarefa, a Secretaria de Desenvolvimento Social tem feito a distribuição de máscaras juntamente com a distribuição de cestas básicas de alimentos.
Isso ocorre, porém, quando há disponibilidade de máscaras confeccionadas com as devidas especificações técnicas.

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