O pesquisador e professor Glênio Póvoas e a jornalista Marilice Daronco serão os homenageados nacional e local do 14º Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC), que ocorrerá de 20 a 24 de julho, no formato virtual.
Os dois serão reconhecidos pelo trabalho de pesquisa e preservação da memória do cinema gaúcho e santa-mariense. O anúncio foi feito durante live de lançamento do festival, na noite de quarta-feira (18).
A santa-mariense Marilice Daronco participou do evento online e lembrou de várias oportunidades em que sua trajetória como repórter, pesquisadora e realizadora de cinema se cruzou com a história do festival.
Marilice ainda agradeceu a distinção em um momento em que a profissão de jornalista e a pesquisa acadêmica são desvalorizadas pelo governo.
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Silêncio pelas vítimas da Covid
A propósito do tema do festival, “Memória”, a homenageada local do SMVC julgou oportuno um momento de silêncio pelas mais de 442 mil vítimas de Covid-19 no Brasil. E fez uma defesa da cultura brasileira.
“Acho muito bonito momentos quando o festival, a Feira do Livro, outras manifestações artísticas ou culturais mantêm a cultura viva. Porque se falta uma vacina para salvar as pessoas do Covid, a resistência com certeza é a vacina que salva a gente da falta de cultura”, afirmou a jornalista.

“A gente fica emocionado porque ano que vem o festival faz 20 anos e tu faz parte da trajetória desse festival. Muito obrigada por esse ano, mais que nunca protagonizar esse festival conosco”, comentou o diretor artístico do SMVC, Luiz Alberto Cassol.
Cassol também falou sobre Glênio Póvoas, homenageado nacional do evento, que tem uma trajetória marcada na preservação da memória da história do cinema gaúcho e na também história do SMVC.
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Um velho conhecido
O pesquisador participou já na 1ª edição do festival, em 2002, quando lançou em Santa Maria o livro “Vento Norte”, sobre a história e a análise do clássico filme gaúcho “Vento Norte” (1951), dirigido por Salomão Scliar.
Póvoas também é responsável pela descoberta do filme “Cerimônias e Festa da Igreja em Santa Maria” (1909), filmado por Eduardo Hirtz, o documentário mais antigo preservado no Rio Grande do Sul e um dos mais antigos do Brasil.
“Ele foi da primeira comissão de seleção, foi um dos primeiros jurados, esteve no primeiro festival e agora volta para ser homenageado, junto com a Marilice. Uma pesquisadora e um pesquisador, que tratam de cinema serão nossos homenageado e homenageada deste festival”, concluiu.
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QUEM SÃO OS HOMENAGEADOS
Dedicação à pesquisa
Cineasta e professor de cinema da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Glênio Nicola Póvoas dedicou sua vida à pesquisa cinematográfica na primeira metade do século 20.

Entre seus trabalhos, a participação na consolidação da catalogação do Arquivo da Cinegráfica Leopoldis-Som, no Arquivo de Mídias da RBS TV.
Em sua tese de doutorado, buscou dados sobre as primeiras filmagens realizadas no Rio Grande do Sul. Como escritor, lançou quatro livros. Entre eles, “Vento norte: história e análise do filme de Salomão Scliar”.
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Obras como roteirista
A obra, originalmente escrita como dissertação de mestrado, analisa o primeiro longa-metragem gaúcho com som, “Vento Norte” (1951), dirigido por Salomão Scliar, da concepção à realização.
Como roteirista, colaborador ou co-diretor, participou de produções como a séries de TV “A Ferro e Fogo”, “Mundo Grande do Sul” (2001), “Memorial de Maria Moura” (1994).
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Resgate do cinema local
A santa-mariense Marilice Daronco é jornalista formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde se tornou mestre e faz doutorado em Comunicação.
Da especialização em Cinema, pela Universidade Franciscana, nasceram as pesquisas que resultaram nos livros “O nosso Cinema era Super (2014)” e “Milímetros da história (2020)”, que resgatam obras e personagens pioneiros do cinema local.
A temática da memória, do esquecimento, da história oral e a recuperação de acervos fílmicos de Santa Maria são fios condutores de seu trabalho ao longo dos anos.
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Repórter e documentarista
Participou de equipes de produções locais em curta e longa-metragem e dirigiu os documentários “Esconderijos da Memória” (2003) e “Fragmentos no tempo” (2017).
Atuou em jornais locais como A Cidade, A Razão, Diário de Santa Maria, na TV Câmara Santa Maria, Rádio Universidade e TV Campus.
Foi também assessora de imprensa do Sindicato dos professores municipais de Santa Maria, trainee da Folha de S. Paulo e é repórter freelancer da Folha. Atualmente, é coordenadora de Comunicação e Marketing da Eny Calçados e da Fundação Eny.
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Inscrições para o festival
O 14º Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC) será realizado online entre os dias 20 e 24 de julho. As inscrições vão até 7 de junho, no site www.smvc.com.br.

Os realizadores e realizadoras que quiserem candidatar seus filmes na Mostra Fundação Eny de Curtas-Metragens Brasileiros ou na Mostra Sinprosm de Curtas-Metragens de Santa Maria e Região terão até o dia 7 de junho para fazê-lo no site www.smvc.com.br, onde também é possível encontrar o regulamento.
Serão aceitos curtas-metragens de, no máximo, 25 minutos de duração (incluído os créditos), nas categorias Animação, Documentário e Ficção. Podem participar filmes concluídos a partir de 1º de janeiro de 2019.
COMO E ONDE SE INSCREVER
- Quando: de 17 de maio a 7 de junho
- Onde: no site www.smvc.com.br
As fotos vencedoras do Concurso Cidade de Santa Maria
As categorias concorrentes
São premiados os melhores trabalhos nas categorias Melhor Curta, Melhor Curta de Animação, Melhor Curta de Ficção, Melhor Curta Documentário, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Roteiro, Melhor Direção de Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Direção de Arte e Melhor Desenho de Som. Também recebem o troféu Vento Norte os filmes eleitos pelo público, por votação popular.

O 14° SMVC é produzido com recursos da Lei nº 14.017/2020 – Lei Aldir Blanc. O festival é realizado pela Filmes de Junho Produtora, pela IdeiaAção Design e Planejamento e pela Padrinho Conteúdo e Assessoria.
(Com informações da Padrinho Agência de Conteúdo)

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