A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid divulgou nesta sexta-feira uma lista com 14 nomes que passarão a ser investigados no âmbito do Senado. Entre os nomes relacionados estão os do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e o atual, Marcelo Queiroga.
A apresentação foi feita pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), em coletiva de imprensa. Inicialmente tratadas como testemunhas, essas 14 pessoas passam, agora, a ser investigadas.
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A LISTA DE INVESTIGADOS
- Marcelo Queiroga (ministro da Saúde)
- Eduardo Pazuello (ex-ministro da Saúde)
- Ernesto Araújo (ex-ministro de Relações Exteriores)
- Fábio Wajngarten (ex-secretário de Comunicação Social)
- Mayra Pinheiro (secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde)
- Nise Yamaguchi (médica)
- Paolo Zanotto (médico)
- Carlos Wizard (empresário)
- Arthur Weintraub (ex-assessor especial da Presidência da República)
- Francieli Fantinato (coordenadora do Programa Nacional de Imunização)
- Marcellus Campêlo (ex-secretário de Saúde do Amazonas)
- Elcio Franco (ex-secretário executivo do Ministério da Saúde)
- Elio Angotti Neto (secretário do Ministério da Saúde)
- Luciano Dias Azevedo (médico)
- Dos nomes que compõem a lista seis ainda não prestaram depoimento à comissão Francieli, Weintraub, Wizard, Zanotto, Angotti Neto e Luciano Dias Azevedo. Com exceção desse último nome, todos os outros já tiveram pedidos de convocação aprovados.
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Nova etapa da CPI

Calheiros avaliou que a CPI tem feito sua parte. Segundo ele, os critérios para tornar essas pessoas investigadas é o fato “de elas já terem prestado depoimento à CPI”.
No entendimento do relator, a mudança é positiva para a segurança jurídica do próprio investigado.
“A partir da declaração dessa condição, ele passa a ter acesso a informações e acesso às provas e indícios que estão sendo juntados na investigação”, afirmou o presidente da CPI.
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Futuros indiciados
Na prática, a mudança permite que os citados constem na lista de indiciados pela comissão, ao fim dos depoimentos, quando uma denúncia deverá ser feita ao Ministério Público.
Na condição de investigados, a CPI poderá também aprovar quebra de sigilos e operações de busca e apreensão em endereços ligados a eles.
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Médicos depõem a governistas
Nesta sexta-feira, em uma sessão bastante esvaziada por senadores de oposição, os médicos Francisco Cardoso Alves e Ricardo Ariel Zimerman prestam depoimento.
Convidados a depor por senadores governistas, eles iniciaram suas falas defendendo a autonomia dos médicos para aplicar medicamentos, sem comprovação científica, em pacientes de Covid-19.
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Oposicionistas se retiram
Por causa da posição dos médicos, de defesa ao tratamento precoce com medicamentos ineficazes, o relator da CPI se recusou a fazer perguntas aos infectologistas e deixou a reunião.
“Com todo respeito, mas eu me recuso a fazer qualquer pergunta aos depoentes. Não dá para continuar nesta situação”, disse.
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Senador gaúcho x relato
“Não tem o que perguntar porque não te interessa. O tratamento (precoce) que Vossa Excelência e muitos outros negam”, disse o senador gaúcho Luis Carlos Heinze (Progressistas) ao relator.
O vice-presidente do colegiado, senador Randolfe Rodrigues ( Rede-AP), também se retirou da sessão desta sexta-feira.
(Com informações da Agência Brasil)

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