Uma decisão da Justiça Federal determina que os professores tenham peso maior – de 70% – na consulta para reitor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A consulta será nesta quinta-feira (24).
Assim, docentes terão 70% de peso na votação, enquanto que servidores terão 15% e estudantes 15%. O horário de votação será das 7h às 22h.
Pelas regras atuais, os votos dos professores, servidores e alunos têm o mesmo peso na escolha do substituto do reitor Paulo Burmann.
O juiz federal substituto da 3ª Vara da Justiça Federal, Rafael Tadeu Rocha da Silva, deferiu parcialmente pedido do advogado Rony Pilar Cavalli em uma ação popular. A decisão saiu na noite de segunda-feira (21).
Por outro lado, o juiz manteve a consulta (pesquisa de opinião), indeferindo o pedido de Cavalli para anular todo o processo.
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Chapa única concorre
O processo de escolha do reitor da UFSM neste ano terá uma única chapa concorrente. Ela é formada pelo atual vice-reitor, professor Luciano Schuch, e pelas professoras Martha Adaime e Cristina Nogueira.
Se a chapa única for referendada pela comunidade universitária, o processo seguirá com o preenchimento de uma lista tríplice (com três nomes para a Reitoria) e sua análise pelos Conselhos Superiores da UFSM.
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Bolsonaro tem a palavra final
Os três candidatos que receberem mais votos farão parte da lista tríplice que será enviado para o governo federal.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá escolher qualquer um dos nomes da lista, não sendo obrigado a optar pelo vencedor da consulta universitária.
Diante do fato de que Bolsonaro tem a palavra final há especulações sobre a escolha de outro nome que não o vencedor do pleito.
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Reitoria acata, mas lamenta
A Reitoria da UFSM divulgou nota afirmando que irá cumprir a decisão judicial. A nota critica, no entanto, o fim da igualdade de voto entre os três segmentos da comunidade universitária.

“Assim, ainda que fortes movimentos contrários à democracia e à autonomia universitária envidem esforços, a UFSM segue comprometida com a construção de uma universidade pública, gratuita e de qualidade, respeitando a vontade da comunidade universitária e valorizando o papel social da instituição para toda a sociedade”, diz a nota em nome do Gabinete do Reitor.
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Entidades questionam formato
A forma da consulta deste ano vem recebendo críticas pelo seu formato. O vice-presidente da Seção Sindical dos Docentes da UFSM (Sedufsm), professor Ascísio Pereira, afirma que houve falta de envolvimento da comunidade acadêmica no processo inicial.
Em reportagem publicada no site da Sedufsm, Ascísio questiona o formato de pesquisa de opinião foi pensado de forma fechada, dentro de pequenos grupos, para depois ser encaminhado ao Conselho Universitário.
“Por que os segmentos não foram convidados a discutir essa metodologia?”, questiona o vice da Sedufsm.
Da mesma forma, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFSM também questiona a forma como o processo sucessório foi encaminhado.

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