O Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) encaminhou à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) amostras de dois prováveis casos da variante delta do coronavírus identificados no Rio Grande Sul.
Na Fiocruz, as amostras de secreção nasal e da faringe passarão por testes mais detalhados para confirmação. Esta é a primeira vez que casos suspeitos dessa linhagem do vírus são identificados no Estado.
O Laboratório Central do Estado (Lacen/RS) e o Centro de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CDCT) realizaram exames preliminares nessas amostras, que indicaram as suspeitas.
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Fundação fará teste com precisão
Agora, a Fiocruz, no Rio de Janeiro, fará o sequenciamento genômico das amostras. Esse procedimento fornece detalhes do perfil de mutações e classifica com precisão a linhagem de cada amostra. Será um sequenciamento completo.
Os testes que vêm sendo aplicados pela Secretaria da Saúde (SES) indicam se determinada amostra é uma provável VOC (variante de preocupação, da sigla em inglês) a partir da identificação genes específicos que são diferentes entre os tipos de vírus.
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Gramado e Livramento
Os casos suspeitos se referem a um morador de Gramado e outro de Santana do Livramento.
Nos últimos dias, as vigilâncias municipais adotaram as medidas sanitárias necessárias, com a identificação das pessoas e rastreamento de contatos dos casos, além do isolamento e coleta de amostras para RT-PCR (inclusive de quem manteve contato com eles).
Essas amostras estão sendo enviadas ao Lacen para análise. Se forem casos positivos, serão realizados testes para identificar a provável linhagem.
Além desses dois casos de prováveis delta, três possíveis casos da variante alfa (B.1.1.7, origem no Reino Unido) foram identificados e estão em investigação para confirmação.
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Variantes do coronavírus
Algumas linhagens do Sars-CoV-2 (causador da Covid-19) preocupam quanto a alterações no seu comportamento por carregarem algumas mutações específicas.
A maioria dessas mutações está concentrada na proteína spike, a responsável por reconhecer as células humanas e ajudar o vírus a penetrar nessas células do indivíduo.
Quando comprovadas essas alterações e identificada uma ameaça à saúde pública ou ao controle do vírus, se denomina então de “variante de preocupação” (VOC – do inglês variants of concern).
Variantes de preocupação (VOC) são aquelas para as quais existem evidências científicas de uma mudança no comportamento do vírus.
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As possíveis consequências
As principais mudanças que requerem atenção são aumento da transmissibilidade, aumento dos casos graves, redução significativa da neutralização por anticorpos gerados durante infecção prévia, eficácia reduzida de tratamentos ou vacinas ou falhas de detecção no diagnóstico.
Os exemplos mais conhecidos e de maior preocupação entre as VOCs já identificadas são alfa (B.1.1.7, origem no Reino Unido), beta (B.1.351, origem na África do Sul), gama (P.1, origem no Brasil) e a delta (B.1.617, origem na Índia). No Rio Grande do Sul, assim como no Brasil, a linhagem predominante em mais de 99% dos casos analisados é a gama (P.1).
(Com informações do governo do RS)

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