Milhares de cubanos saíram às ruas no domingo (11) para protestar contra o regime de Cuba. Socialistas governam a ilha há 62 anos.
Em resposta, o governo reprimiu as manifestações e, nesta segunda-feira (12), cortou internet. Também há denúncias de prisões de pessoas que participaram dos protestos.
SABRINA SIQUEIRA: Um capítulo da luta pelo voto feminino no Brasil
Governo acusa Estados Unidos
O presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel negou que o governo tenha reprimido manifestantes.
O governo cubano atribui a onda de protestos aos Estados Unidos, país que mantém embargo ao país desde a revolução de 1959, quando Fidel Castro liderou um movimento para derrubada do poder, na época governado pelo tirano Fulgêncio Batista.
FABRÍCIO SILVEIRA: Guerra híbrida – pelo controle da máquina do Estado
Alinhamento à antiga URSS
O novo regime de Cuba, no entanto, alinhou-se à então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), maior potência socialista da época. Aos poucos, Cuba foi tornando-se uma ditadura de partido único – o Partido Comunista- sem eleições diretas.
Nas ruas, uma multidão de cubanos pede liberdade. Para o governo, são “mercenários pagos pelos Estados Unidos”.
Protesto em Santa Maria e em outras cidades contra Bolsonaro
Atos são espontâneos, diz jornal
O jornal Diario de Cuba, que faz oposição ao regime cubano, afirma que as manifestações são espontâneas em mais de 50 localidades.
Os protestos teriam como pano de fundo a escassez de alimentos e de produtos de primeira necessidade, além da crise provocada pela Covid-19, que colapsou hospitais, e a má gestão do atual presidente.
Mourão participa da Festa da Artilha em Santa Maria neste sábado
Repressão e toque de recolher
Forças de repressão ao movimento foram acionadas no domingo. Carros militares com armas de alto calibre foram vistos na capital mesmo após o fim das passeatas.
Durante a pandemia, a capital Havana e outras cidades da Ilha estão sob toque de recolher para tentar evitar o avanço da Covid-19. Cidadãos não podem circular após as 21h.
(Com informações do site UOL e da Agência Brasil)

No Comment! Be the first one.