A linha verde do cronograma de duplicação da RSC-287 (arte acima) está assustando muitas pessoas com quem tenho conversado.
É a parte final, entre Santa Maria e Novo Cabrais (olhando do nosso sentido local), prevista para a duplicação.
Conforme o Governo do Estado divulgou em seu portal, “o último trecho, entre Novo Cabrais e Santa Maria, terá a duplicação obrigatória quando o tráfego da rodovia atingir o volume médio diário equivalente de 18 mil eixos nas duas praças de pedágio ou, no máximo, entre o 19º e 21º ano de contrato, caso o fluxo não se concretize”.
Quer dizer que, se o tráfego médio diário de veículos (18 mil eixos) não aumentar nos dois pedágios referidos, teremos de esperar 19, 20 ou 21 anos para ver esse trecho da rodovia duplicado.
Assinado contrato de concessão que prevê duplicação da 287
Isso não é nada animador para os moradores da região central do Rio Grande do Sul, que sonham há anos com a tão badalada duplicação da RSC-287. Nem “a implantação de terceiras faixas de tráfego no mesmo trecho, com 800 metros de extensão em média, resultando em 7,5 quilômetros, entre o segundo e quinto ano de contrato”, gera entusiasmo.
Isso sem falar que a Faixa Nova de Camobi não entrou no cronograma da duplicação. Um enorme prejuízo para Santa Maria na questão de trafegabilidade.
De acordo com o contrato de concessão assinado na última terça-feira (20) com o grupo espanhol Sacyr, os primeiros pontos a serem duplicados da RSC-287 serão os trechos considerados urbanos. São os que representam acesso aos municípios.
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No terceiro ano de administração da rodovia, a duplicação deve estar concluída em Tabaí (km 28,54 ao km 30) e Santa Cruz do Sul (km 102 ao km 104,65). No quarto ano, vai ser a vez de Candelária e Novo Cabrais (km 137,58 ao km 141,49), Paraíso do Sul (km 156,46 ao km 157,48) e Santa Maria (km 231 ao km 232,54).
No sexto ano de concessão, a duplicação deve ocorrer entre Tabaí e Santa Cruz do Sul. No oitavo ano, entre Santa Cruz do Sul e Candelária, e, no nono ano, entre Candelária e Novo Cabrais.
A nova concessionária passa a administrar as duas praças de pedágio já existentes – em Venâncio Aires (km 86) e Candelária (km 131). A tarifa baixa de 7 para 3 reais e 70 centavos.
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A cobrança nas demais praças – em Tabaí (km 47), Paraíso do Sul (km 168) e Santa Maria (km 214) – só deve ocorrer a partir do primeiro mês do segundo ano da concessão, ou seja, em agosto de 2022.
Considero a duplicação ótima e não sou contra o pedágio. Porém, o cronograma de duplicação da RSC-287 ficou distante das aspirações de Santa Maria e de outras cidades da região central. Por aqui, ouvi que ele já foi batizado de cronograma da discórdia.

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