Paralelo 29

Golpe do motoboy: prisão de líderes alimenta inquéritos em Santa Maria

Foto: PC. Divulgação

A Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso e Combate à Intolerância (DPICOI) de Santa Maria conseguiu prender um casal apontado como líder do grupo estelionatários que lesou 30 santa-marienses e gerou prejuízos de cerca de R$ 1,5 milhão às vítimas. Prisões e apreensões subsidiam os quatro inquéritos instaurados em Santa Maria.

Quatorze pessoas já foram presas pela Operação Locusta, realizada em São Paulo e cerca de R$ 11,5 mil foram apreendidos, além de equipamentos.

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Líderes da quadrilha são presos no interior paulista

Na última ação, ocorrida na quarta-feira (30), agentes da Delegacia do Idoso prenderam um casal na cidade de Itanhaém. O homem, de 23 anos, e a mulher, de 33, seriam os líderes da organização criminosa.

Durante a abordagem, o homem tentou fugir, jogou notebooks pela janela e pulou do segundo andar da casa. Mesmo assim, os policiais conseguiram prendê-lo.

Na residência dos líderes, os policiais apreenderam três notebooks, quatro telefones celulares, R$ 2,6 mil em dinheiro e mais apetrechos usados na central telefônica.

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Casal foi encaminhado para cadeias paulistas

De acordo com a Delegacia do Idoso, o casal possui antecedentes pelos crimes de estelionato e organização criminosa. A polícia encaminhou o homem para a Cadeia Anexa de Peruíbe e companheira dele para a Cadeia Anexa São Vicente, ambas no estado de São Paulo.

O grupo, que era formado por criminosos do Estado de São Paulo, aplicava o golpe do cartão clonado ou golpe do motoboy. Depois de 10 meses de investigações, a delegada Débora Dias, titular da Delegacia do Idoso de Santa Maria, coordenou a operação em território paulista.

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O QUE FOI APREENDIDO COM O CASAL LÍDER DA QUADRILHA

  • 3 notebooks
  • 4 telefones celulares
  • R$ 2.650
  • Apetrechos usados na central telefônica

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Dinheiro, notebooks, celulares, dinheiro e relógios foram apreendidos com casal/Foto: PC, Divulgação

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Policiais de Santa Maria nas ruas de São Paulo

Na terça-feira da semana passada, 29 de março, 14 policiais de Santa Maria se somaram aos 100 policiais paulistas para cumprir 97 ordens judiciais, sendo 64 de mandados de busca e apreensão e 33 de prisão.

Em 40 viaturas, os policiais civis santa-marienses e paulistas saíram às ruas na capital de São Paulo e, também, no interior daquele Estado. Os agentes apreenderam equipamentos, incluindo uma central telefônica de onde eram feitas as ligações para as vítimas.

As apreensões em dinheiro, ocorridas em duas ações, somaram cerca de R$ 11,6 mil em dinheiro. A polícia apreendeu o dinheiro nas residências de integrantes da quadrilha. Os golpistas estavam espalhados em São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Agudos, Cajamar e Itanhaém.

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Golpe cresceu durante a pandemia

O golpe do cartão clonado cresceu durante a pandemia de Covid-19, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Somente no primeiro semestre do ano passado, houve um crescimento de 165% em comparação com o segundo semestre de 2020.

A Febraban descreve esses golpes como crimes “de engenharia social” porque utilizam-se da manipulação psicológica das pessoas, principalmente idosas, para que elas forneçam informações confidenciais, como senhas e números de cartões bancários, para os criminosos. Em outras situações, eles convencem as vítimas a fazer transações que acabam irrigando as contas bancárias das quadrilhas.

Esta foi uma das residências em que golpistas foram presos em São Paulo/Foto: PC, Divulgação

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Como funciona o golpe

A partir de centrais telefônicas do crime, um golpista que se passa por funcionário do banco liga para a pessoa dizendo que o cartão do cliente foi fraudado.

O falso funcionário, então, solicita a senha e pede que o cartão seja cortado, mas que o chip seja preservado. Em seguida, diz que o banco irá retirar o cartão na casa do cliente.

É aí que entra o motoboy, um segundo golpista que também se passa por funcionário do banco encarregado de recolher os cartões fraudados. Ele pega o cartão cortado com a vítima e como o chip está intacto, os fraudadores conseguem utilizá-lo ara fazer transações e furtar o dinheiro da pessoa.

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Bancos não pedem senhas ou número de cartão

A Febraban informa que a pessoa deve desconfiar na hora quando receber esse tipo de ligação e aconselha que o cliente desligue o telefone e contate com o banco por meio dos canais oficiais, relatando o caso.

Conforme a Febraban, os bancos nunca ligam para os clientes pedindo senhas ou número de cartão. Da mesma forma, os bancos também nunca ligam para solicitar uma transferência ou qualquer tipo de pagamento.

(Com informações da Polícia Civil e da Febraban)

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