A Polícia Civil de Santa Maria prendeu, na tarde desta segunda-feira (16), um empresário do Bairro Tancredo Neves, zona Oeste da cidade, por vender carne imprópria para consumo humano. Quase 200 quilos do produto – sem procedência comprovada – foram apreendidos.
Agentes do Serviço de Inteligência Policia e Análise Criminal (SIPAC) da Delegacia de Polícia Regional de Santa Maria (3ª DPRI) e Brigada Militar deram cobertura a funcionários da Vigilância Sanitária e do Serviço de Inspeção Sanitária durante a fiscalização do estabelecimento comercial.
Conforme a Polícia Civil, a fiscalização ocorreu em razão de denúncias apontando irregularidades na venda de carne no estabelecimento comercial.
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Patas de gado com carne à venda
Policiais e agentes sanitários fiscalizaram o açougue do estabelecimento, que verificaram que a carne estava armazenada de forma inadequada “e não aceitável para o consumo humano”.
No local, os fiscais encontraram patas de gado abatido ainda com boa parte da pelagem do animal. O material estava dentro da câmara frigorífica juntamente com a carne que seria vendida. O local também não apresentava condições de higiene satisfatória para “o bom funcionamento”.
Os técnicos condenaram quase 200 quilos de carne que não poderia estar sendo comercializada devido ao risco à
saúde da população.

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Guisado sem higiene
Até mesmo a carne moída, que era colocada à venda, estava sendo processada em local inapropriado. Ou seja, juntamente com outros produtos e no meio do pavilhão, pegando poeira e sem a higiene necessária.
O proprietário do estabelecimento admitiu algumas irregularidades e disse que as patas do animal abatido estavam acondicionadas no frigorifico a pedido de uma terceira pessoa, porém não fez a identificação dessa pessoa.

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Proprietário não confirmou procedência
Da mesma forma, o empresário também não comprovou a procedência da carne e não apresentou nenhuma documentação sobre a origem do produto.
Com o laudo técnico elaborado pela fiscalização, os policiais encaminharam o empresário à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), onde a autoridade policial determinou sua prisão em flagrante pelos crimes contra as relações de consumo.
Após os trâmites legais, a Polícia Civil encaminhou o empresário ao sistema prisional, na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm), onde ficará à disposição da Justiça. De acordo com a Polícia Civil, a 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) de Santa Maria continuará com as investigações sobre o caso.
(Com informações da Polícia Civil)

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